A queda do kwanza, que desvalorizou 60% desde o início do ano, apanhou desprevenidas muitas empresas que operam em Angola e que admitem "congelamento" de investimentos, agravando o desemprego e as condições de vida da população.
A consultora BMI, do grupo Fitch Solutions, reviu hoje em baixa a previsão de crescimento para Angola este ano, antecipando um regresso à recessão, essencialmente devido à desvalorização do kwanza e ao aumento da inflação.
O secretário do Bureau Político do MPLA para os Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, Pedro de Morais Neto, atribuiu a actual crise cambial à falta de "uma política monetária acertada" e da não diversificação da economia.
O Ministério da Economia e Planeamento angolano descartou hoje qualquer recessão económica em consequência da estagnação da economia do país no primeiro trimestre de 2023, devido à queda petrolífera, considerando que "programa estruturantes" devem inverter o curso.
O banco central angolano estabeleceu o capital social mínimo aplicável às instituições financeiras não bancárias ligadas à moeda e ao crédito, entre as quais as de microfinanças no valor de mil milhões de kwanzas (1,3 milhões de euros).
Nesta quarta-feira, 05, perto das 09:00, hora de Luanda, 1 dólar custa 823,1 Kwanzas, enquanto 1 euro vale 897,37 kwanzas, de acordo com a taxa de câmbio média do BNA. Assim, a moeda nacional interrompe ciclo acelerado de depreciação face à nota americana e começa a dar os primeiros sinais de apreciação face à moeda europeia.
Preços do crude aumentaram com acordo da OPEP+ para estender cortes de produção do petróleo em mais um ano, para 2024. O que também fez os preços valorizarem foi o corte de produção unilateral da Arábia Saudita.