Académicos, analistas económicos e empresários angolanos consideraram esta Quarta-feira que a reforma do sistema fiscal em Angola passa ainda por vários desafios, salientando que os seus efeitos não estão a reflectir-se na economia.
A proposta de Orçamento Geral de Estado para o exercício económico do próximo ano (OGE 2025) prevê um crescimento da economia nacional de cerca de 4,14%, anunciou o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano.
O Imposto sobre Rendimento de Petróleo, doravante, passa a ser de 55,75%, contrariamente a actual taxa de 65,75%, bem como reduz de 50% para 25%, nos contratos de Associação e Partilha de Produção, fruto da aprovação do Regime Jurídico e Fiscal da Produção Incremental nas Concessões Petrolíferas da Zona Marítima.
Pelo menos 37 empresas de província da Huíla têm as contas bancárias penhoradas, a pedido da Administração Geral Tributária (AGT), por incumprimento fiscal, cujas dívidas vão até 26 milhões de kwanzas.
Taxação a serviços inexistentes no país vai prejudicar o investimento e potenciar a inflação. Contribuição provoca insegurança ao investidor, já que encarece serviços para a produção, numa altura em que o País procura a todo o custo aumentar os investidores estrangeiros em solo angolano.
As transferências de salários de expatriados em Angola podem sofrer “um impacto significativo” com a aplicação da nova Contribuição sobre Operações Cambiais (CEOC), que poderá também refletir-se na inflação, segundo um consultor da Deloitte.
O pagamento voluntário dos impostos predial (IP) e sobre Veículos Motorizados (IVM) para o ano de 2023 iniciou-se, esta segunda-feira, em todo o território nacional, nas repartições ou postos fiscais da Administração Geral Tributária (AGT).
O Estado angolano prevê arrecadar 2 biliões de kwanzas (2,1 mil milhões de euros) no ano de implementação do Imposto Único sobre Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC), diploma que unifica toda a tributação dos rendimentos em Angola.
O Governo angolano vai reintroduzir uma taxa de 10% sobre operações cambiais efetuadas para o estrangeiro no âmbito da contratação de serviços, de acordo com a contribuição especial prevista no Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2024.
A Proposta de Lei que altera o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) de 14 para 5 por cento vai à votação final na 2ª Reunião Plenária Ordinária da Assembleia Nacional, agendada para quinta-feira (16).