Em entrevista à Lusa, Hélder Pitta Grós comentou o processo de corrupção que envolve Manuel Vicente e que foi enviado pela justiça portuguesa para Luanda, ao abrigo do acordo de cooperação judiciária entre os dois países.
O procurador-geral da República de Angola, Hélder Pitta Grós, afirmou hoje que a justiça quer esgotar todos os procedimentos para notificar a empresária angolana Isabel dos Santos antes de pedir um mandado internacional de captura.
A empresária Isabel dos Santos usou o passaporte russo para sair de Portugal na passada quarta-feira, dia em que abandonou Lisboa com destino a Londres.
Hoje vejo dezenas senão centenas de pessoas a queimarem na fogueira Isabel dos Santos, quando antes lhe prestavam vassalagem à sua passagem. Parece até que o mal todo de Angola está no dinheiro que a filha do antigo Presidente tem.
Isabel dos Santos comunicou ao Conselho de Administração da Efacec Power Solutions que "decidiu sair da estrutura acionista" da empresa com "efeitos definitivos".
A operadora brasileira Oi vendeu a sua participação de 25% na angolana Unitel por mil milhões de dólares (900 milhões de euros) para a petrolífera estatal Sonangol, de Angola.
O Parlamento angolano aprovou, na generalidade, a proposta de Lei da Expropriação por Utilidade Pública, que substitui o diploma colonial de 1968 e atribui o direito de declarar utilidade pública ao Presidente da República e ao governador provincial.
Sarju Raikundalia era administrador da Sonangol e é suspeito de ter ordenado uma transferência para uma empresa controlada por Isabel dos Santos. Nega ter fugido e cometido qualquer crime. Está disponível para prestar esclarecimentos em Angola
Isabel dos Santos esteve, na quinta-feira, em Lisboa a tratar de procurações para conceder plenos poderes de representação aos seus advogados e deixou o país, num avião da TAP, à mesma hora a que os procuradores-gerais da República de Portugal e Angola terminavam uma reunião sobre o futuro que a espera.
Contratos foram assinados ainda em dezembro, pelo valor de dois milhões de euros. A empresa em causa, a Sonoran, tem ainda trabalhado com governos de vários estados com políticas repressivas.