O regulador sublinha que estas vendas foram de “caráter excecional”, visando assegurar a regularidade das operações das companhias aéreas, com impacto direto na conectividade internacional e no normal funcionamento do transporte aéreo.
O BNA acrescenta que, para além das suas intervenções diretas, as companhias aéreas têm igualmente beneficiado da disponibilização de divisas através dos bancos comerciais, assegurando o acesso à moeda estrangeira de forma complementar entre o banco central e a banca comercial.
Em outubro de 2025, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) admitiu que as companhias aéreas internacionais que operam em Angola continuam com dificuldades em repatriar os seus lucros, segundo declarações da administradora para a Área de Regulação da ANAC, Neusa Lopes, no conselho consultivo da autoridade.
A responsável salientou que as alterações cambiais “têm um grande impacto no setor da aviação civil”, sobretudo porque o país não fabrica peças ou componentes aeronáuticos, adquiridos apenas em divisas, e que os operadores enfrentam dificuldades no acesso ao financiamento bancário.
Mais recentemente, a Turkish Airlines anunciou a suspensão temporária das suas operações para Luanda, desde maio até setembro de 2026. O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas de Abreu, afastou explicações relacionadas com a falta de divisas e atribuiu a decisão ao impacto da guerra no Médio Oriente nos preços do combustível de aviação.
Em Angola, o preço do Jet A1 disparou 102% entre março e abril de 2026.

