Sábado, 21 de Março de 2026
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Sábado, 21 Março 2026 12:16

MPLA prevê diminuir número de membros do Comité Central e descarta alterar estatutos

A vice-presidente do MPLA, partido no poder em Angola, anunciou hoje, em Luanda, a redução da atual composição do Comité Central do partido e assegurou que não haverá ajustamentos aos estatutos no IX Congresso Ordinário da organização política, a realizar-se em dezembro deste ano.

Mara Qulosa fez a apresentação pública da convocação do IX congresso ordinário do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), agendado para os dias 09 e 10 de dezembro deste ano.

Segundo Mara Quiosa, o Comité Central do MPLA decidiu não realizar ajustamentos aos estatutos nem ao programa do partido.

O último ajuste aos estatutos do partido foi feito no VIII congresso extraordinário do MPIA, realizado em 2024, com destaque para o artigo 12. sobre a designação do candidato a Presidente e vice-Presidente da República.

Na redação anterior, o artigo 120. estabelecia que o presidente do partido seria o candidato a Presidente da República, sendo o candidato a vice-Presidente o segundo candidato da lista pelo circulo nacional.

Com a alteração felta, o candidato a Presidente da República pelo MPLA ou o cabeça de lista val ser indicado, ou eleito pelo Comite Central por proposta do Bureau Politico.

O atual Presidente da República e lider do MPLA, João Lourenço, não se pode candidatar a um novo mandato nas eleições de 2027, por Imperativo constitucional

No seu discurso, a dirigente política do MPLA avançou ainda que o Comité Central determinou fixar a próxima composição deste órgão do partido em 593 membros, uma redução de 14,5% comparativamente a atual composição.

De acordo com Mara Quiosa, esta redução de membros do Comité Central não deverá atingir os órgãos Intermédios.

"Porém, com base no artigo 117.º dos estatutos, devemos sempre respeitar o principio da continuidade em 55% e da renovação em 45%", salientou.

A vice-presidente do MPLA anunciou ainda que a representação feminina na composição dos órgãos colegials intermédios e nacional é fixada em 50%

O IX congresso ordinário, que decorrerá sob o lema "MPLA Compromisso com o Povo, Confiança no Futuro", tem como objetivos proceder ao balanço e à avaliação do trabalho político, económico e social desenvolvido entre 2021-2026; a renovação dos órgãos e organismos nacionais intermédios e de base do partido e reforçar a unidade e a coesão interna.

"Reafirmar o compromisso do MPLA em continuar a liderar as transformações politicas, económicas, socials, culturais e ambientais em curso no pais", indicou Mara Quiosa.

Segundo a vice-presidente do MPLA, preparar o partido para participar e vencer as próximas eleições, contribuir para o reforço da imagem e credibilidade do MPLA e do país no plano internacional são também objetivos do congresso, que contará com a participação de 3.000 delegados de todo o território nacional e da diaspora.

O congresso terá na agenda a apreciação, discussão e aprovação do Relatório do Comité Central do MPLA, referente ao mandato 2021/2026; o processo eleitoral, com a moção de estratégia do candidato à presidente do MPLA; a eleição do presidente do MPLA e eleição do Cornité Central do MPLA

Mara Qulosa frisou que para que todas as estruturas do partido entendam melhor a dinâmica em que decorrerá o IX congresso ordinário será realizada, na segunda semana de abril, a IV Reunião Metodológica Nacional sobre o Trabalho do Partido, para abordar matérias ligadas aos documentos reltores do congresso

"Entendemos ser imperioso municiar as nossas estruturas intermédias e de base com conhecimento. suficiente para que possam melhor conduzir o processo orgânico, clarificando métodos e orientações precisas", acrescentou.

Aos militantes do partido, Mara Qulosa vincou que "unidade não é uniformidade", mas sim "coesão estratégica em torno de um projeto comum", considerando que o MPLA "deve apresentar-se como um corpo politico coeso, maduro e orientado para a vitória".

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