Numa publicação feita na sua página oficial do Facebook, sob o lema “Há progresso, haja coragem!”, Venâncio sustentou que o MPLA caminha para uma “narrativa política interna verdadeiramente plural”, que, segundo afirma, poderá tornar-se “a mais concorrente de sempre” no seio do partido.
O político destacou que o princípio da democracia interna — que prevê a possibilidade de múltiplas candidaturas — representa um dos maiores avanços desde o congresso que marcou a transição do modelo de centralismo democrático para um sistema mais aberto e participativo. Apesar disso, reconhece que o tema ainda é pouco abordado nos discursos oficiais.
Segundo Venâncio, a aplicação efetiva desse princípio depende da coragem dos militantes e dirigentes em assumirem, de forma clara, os novos valores democráticos. “A coragem para invocar este postulado não é ainda uma conquista universal”, escreveu, sublinhando que o seu uso consistente representaria “uma vitória inequívoca” no alargamento da prática política interna.
O dirigente defende ainda que o partido deve afastar-se de práticas baseadas em “palavras de ordem” e apostar numa reflexão mais madura sobre os direitos e deveres dos militantes, bem como no reforço da ligação entre as estruturas de base e as populações.
No contexto das eleições gerais previstas para 2027, Venâncio considera que os resultados estarão diretamente ligados à capacidade do partido em assumir uma postura mais aberta e alinhada com os princípios democráticos. Para o político, a adoção clara do conceito de “múltiplas candidaturas” nos discursos públicos será um sinal de fidelidade aos estatutos, bem como de maturidade política e crescimento institucional.
“Coragem para mudar. Coragem para melhorar”, concluiu.

