O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA) defendeu hoje o aumento progressivo do preço dos combustíveis e o agravamento da importação de viaturas a gasolina, para mitigar os “subsídios loucos”, defendendo também melhor organização dos transportes públicos.
A ministra das Finanças angolana disse hoje, em Luanda, que o Executivo prevé poupar, em 2026, mais de 2,6 billões de kwanzas (2,4 mil milhões de euros) com a retirada do subsídio aos preços dos combustivels.
A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) defendeu hoje que os subsídios aos combustíveis em Angola "beneficiam as pessoas mais ricas" e devem ser retirados de forma gradual para que a poupança seja dirigida às famílias mais pobres.
O aumento do preço do gasóleo em 2024 resultou numa descida global da subvenção de cerca de 400 milhões USD, ainda que parte destes ganhos tenham sido afectados pela desvalorização do Kwanza.
A ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, descartou, esta semana, a possibilidade do Governo angolano fazer um novo ajuste nos preços dos combustíveis em breve, salientando que esta acção está dependente da avaliação das medidas de mitigação que estão a ser desenhadas.