O caso do processo “AGT”, que entra na sua fase final dentro de poucos dias, pode ganhar novos desenvolvimentos após o Ministério Público (MP) solicitar a abertura de um processo-crime contra o presidente do Conselho de Administração da Administração Geral Tributária (AGT), José Leiria, que depôs como testemunha no julgamento.
A acusação do Ministério Público (MP) no mediático julgamento do "caso AGT/2025" diz não ter dúvidas de que os arguidos defraudaram propositadamente o Estado num valor acima dos 100 mil milhões de kwanzas e que muitos desfrutaram deste dinheiro luxuosamente no exterior, com o argumento de que o País é rico.
A maior parte dos arguidos do mediático julgamento do "caso AGT/2025" pode ficar ilibados de culpa e ver-se livre da justiça nos próximos dias, visto que a Administração Geral Tributária não reconheceu o seu envolvimento na fraude milionária na instituição, que segundo a acusação do Ministério Público (MP, lesou o Estado em mais de 100 mil milhões de kwanzas.
O presidente do Conselho de Administração da Administração Geral Tributária (AGT), José Leiria, desmentiu, esta segunda-feira, 23, em sede de tribunal, a acusação do Ministério Público (MP) segundo a qual o montante desviado dos cofres da instituição ultrapassa os 100 mil milhões de kwanzas, conforme aponta a investigação da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Após o "braço de ferro" entre o tribunal e os advogados dos arguidos do mediático julgamento do "caso AGT", que levou a uma interrupção de oito dias, agora foi o juiz principal que pediu para ser substituído, mas tal não deverá levar a novas interrupções.