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Domingo, 03 Abril 2022 20:39

Suposto proprietário do projecto denuncia usurpação da marca "Pensar Angola"

O cidadão angolano, Geraldo Mambo Dala, gestor bancário, denunciou este sábado, 02 de abril, que anunciado "Congresso da Nação" não é uma iniciativa do Projecto Pensar Angola, adiantando que é uma falta de criatividade e de imensa fraude intelectual dos referidos organizadores, que foram previamente abordados, quais, não podem também alegar desconhecimento ou distração.

De acordo com um comunicado de imprensa que Angola24horas teve acesso, o denunciante assegura que os organizadores deste acto foram devidamente informados que estão a copiar e a usar uma ideia que não é deles, algo que fez questão de esclarecer neste documento.

Aos 31 de Março do presente ano, o presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, informou a sociedade, através das redes sociais, que recebeu o convite formal para participar "no primeiro Congresso da Nação", uma iniciativa do projecto Pensar Angola que reunirá políticos, instituições religiosas, empresários, membros da sociedade civil, entre outros, previsto para os dias 27 e 28 de maio.

Desde já, são organizadores do referido congresso, o ex-primeiro ministro angolano, Marcolino Moco, e o empresário Francisco Viana, que foram recebidos em audiência pelo líder da UNITA.

Segundo a nota/denúncia na verdade, o referido congresso não é uma iniciativa do projecto Pensar Angola, mas uma ideia descaradamente copiada e ilicitamente apropriada, logo eventualmente punível como crime, ao cidadão angolano e gestor bancário, Geraldo Mambo Dala, incluindo o dia e mês do evento.

"A 27 e 28 de Maio de 2021, o cidadão Geraldo Mambo Dala realizou a I Conferência Nacional “Pensar Angola”, na sala de conferências de um conhecido hotel em Luanda, e que teve como prelectores o actual ministro da Cultura, Filipe Zau, a economista Filomena Oliveira, os músicos Matias Damásio e Big Nelo, o escritor John Bella, o humorista Costa Vilola, o deputado David Mendes, o político Mfuca Muzemba, o jornalista William Tonet entre outros", lê-se.

Explica também que, como objectivo, a iniciativa Pensar Angola, visa a criação "de uma plataforma de ideias para a concepção, promoção e divulgação de possíveis soluções para os desafios do país".

Nessa senda, a II Conferência Nacional "Pensar Angola" está prevista para os dias 27 e 28 de Maio do corrente ano e para a qual já foram endereçados convites aos prelectores.

Importa referir que, conforme a denúncia", a Iniciativa "Pensar Angola" é uma marca devidamente registada no Departamento de Marcas do Instituto Angolano de Propriedade Industrial a 15 de Junho de 2021, sob Processo n.º 68649.

"A comissão organizadora liderada por Marcolino Moco, Francisco Viana e o músico Eduardo Paim anunciou o evento "Pensar Angola" em conferência de imprensa, a 25 de Fevereiro passado", recorda Geraldo Dala, acrescentando que nessa altura, na condição de autor, manifestou a sua preocupação pela apropriação abusiva da marca, da estrutura do evento e até das datas, sem ter sido previamente consultado.

No diálogo com Marcolino Moco, diz que Moco descartou qualquer responsabilidade individual pela apropriação da marca, remetendo o caso a Francisco Viana e solicitou a adesão de Geraldo Mambo Dala para integrar a comissão organizadora, que este prontamente rejeitou pela usurpação do seu projecto e incompatibilidade de objectivos.

Já a abordagem com Francisco Viana, no seu escritório em Viana, redundou na repetição do convite para fazer parte da comissão organizadora, na sua disponibilidade em financiar o livro do autor, como compensação pela apropriação da marca.

De forma explícita, Viana terá indicado que o congresso será realizado apenas este ano com o objectivo de colocar o MPLA na oposição e que doravante Geraldo Mambo Dala poderia dar continuidade às suas conferências anuais, já sob novo governo.

Entretanto, Dala observa que o projecto Pensar Angola foi criado para promover a consciência patriótica dos angolanos e o seu empenho na busca de soluções para o bem-comum de todos os angolanos, independentemente de filiações partidárias.

Por este mesmo facto, Geraldo Mambo Dala repudiou de forma veemente a usurpação da sua marca "Pensar Angola" para fins político-partidários, como sejam a derrota do MPLA ou a integração na UNITA.

O cidadão apela publicamente aos organizadores para que corrijam a fraude intelectual, tenham ideias inovadoras e possam contribuir para a discussão imperativa sobre Angola e os angolanos, de forma honesta e séria

Finalmente, apela que, se tal não acontecer, não se exclui o recurso às instâncias cíveis e criminais para adjudicação acerca de manifesto abuso e apropriação indevida.

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