Sexta, 30 de Outubro de 2020
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Quarta, 23 Setembro 2020 15:23

Autoridades de Angola investigam denúncia de extermínio de tubarões no país

As autoridades angolanas estão a investigar a denúncia sobre o extermínio de tubarões no país, fenómeno de que já havia suspeita, devido à apreensão de grandes quantidades de barbatanas desta espécie, no aeroporto internacional de Luanda, envolvendo cidadãos asiáticos.

A informação foi hoje avançada à agência Lusa pela diretora do Instituto da Biodiversidade e Área de Conservação, órgão afeto ao Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente de Angola.

Albertina Nzuzi disse que tomou conhecimento da situação na semana passada, através de uma denúncia pública feita pelo projeto ambiental EcoAngola, sobre o extermínio de tubarões, em quantidades ainda por apurar, nas províncias de Luanda, capital de Angola, e de Benguela, no litoral sul do país.

Segundo Albertina Nzuzi, equipas de investigação e de acompanhamento encontram-se no terreno, para apanhar em flagrante os infratores.

“Temos pessoas no terreno nas zonas indicadas, lá em Benguela temos os homens em campo, estamos a trabalhar com o Serviço de Investigação Criminal também e a qualquer momento vamos apresentar essas pessoas”, disse.

A EcoAngola, na sua denúncia, partilhada nas redes sociais, acompanhadas de fotografias, que mostram vários tubarões mortos já sem as barbatanas na praia Mundial, bairro dos Pescadores, no município de Cacuaco, em Luanda, e um vídeo, com mais de 20 animais mortos, em Benguela, refere que os pescadores estão a ser pagos por cidadãos chineses para pescarem essa espécie, apenas para aproveitarem as barbatanas.

A responsável do Instituto da Biodiversidade e Área de Conservação sublinhou que foi a primeira vez que receberam denúncias como esta, mas adiantou que geralmente são feitas apreensões, no aeroporto, em casos “de pessoas que tinham grandes caixas e sacos de barbatanas de tubarão, mas alegavam que apanhavam na praia”.

“Entramos em contacto com o Ministério das Pescas para saber se eles passavam licença para isso, mas eles também não tinham grande controlo e não conseguimos ter uma resposta satisfatória”, referiu.

“Entretanto, nós sabíamos que havia envolvimento de alguns cidadãos asiáticos, principalmente chineses, que esta denúncia, neste momento, veio a confirmar aquilo que nós estávamos a prever”, acrescentou.

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