O ativista Marcos Mavungo, organizador de uma manifestação, frustrada, contra a alegada má governação e violação dos direitos humanos na província angolana de Cabinda, detido desde sábado, vai a julgamento na quinta-feira, segundo fonte ligada ao processo.
O empresário e promotor de eventos Henriques Miguel, Riquinho, foi condenado a quatro anos de prisão efectiva pelo Tribunal Provincial de Luanda. A informação foi avançada ontem, ao fim da tarde, por fontes próximas do tribunal que ainda não revelaram as causas que pesaram neste veredicto final.
É uma das maiores fortunas africanas. Tem negócios em Angola, Portugal e até na Suíça. Isabel dos Santos é um nome conhecido na banca, energia e telecomunicações em Portugal mas também tem uma posição numa marca de luxo de diamantes suíça.
Ambos são acusados de atentarem contra a segurança do Estado devido à fracassada manifestação contra abusos de direitos humanos.
A situação no enclave de Cabinda, território oficialmente pertencente a Angola, é considerada grave, depois do impedimento de uma manifestação e da detenção de conceituados ativistas de direitos humanos.
Na manhã seguinte a um dia de glória no Porto, Sindika Dokolo disponibilizou algumas horas para um número limitado de entrevistas. Sempre sereno e afável, apesar de ter o tempo contado, este filho de pai congolês e mãe dinamarquesa, educado na Bélgica e em França e casado desde 2002 com a angolana Isabel dos Santos, admitiu que a arte é a sua paixão e os inúmeros negócios que tem apenas trabalho.
O ativista de direitos humanos José Mavungo, coordenador de uma manifestação prevista para sábado na província angolana de Cabinda, continua detido, disse hoje à agência Lusa um dos organizadores do protesto