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Terça, 22 Março 2016 14:49

FLEC afirma ter travado confrontos com militares angolanos em Cabinda

O braço armado da Frente de Libertação do Estado de Cabinda (FLEC) anunciou hoje ter travado nas últimas semanas três confrontos militares com as Forças Armadas (FAA) Angolanas e desaconselha a permanência de estrangeiros naquele enclave.

No comunicado da FLEC enviado ao AO24 relata os ataques feitos pelo seu braço armado (FAC) contra as forças das FAA, o primeiro ataque aconteceu no dia 13 de Março que uma patrulha das Forças Armadas Angolanas (FAA) foi alvo de uma emboscada perpetrada por um comando da Frente de Liberatação do Estado de Cabinda/Forças Armadas Cabindesas (FLEC/FAC), quando circulava na via entre Quissoqui e Miconje no sector do monte Moabi perto da região militar de Miconje em Cabinda.

Durante a ação mais de 10 soldados das FAA morreram dos quais um capitão e “vários feridos graves”, e o material militar foi recuperado durante a operação pelas Forças Armadas Cabindesas (FAC), e cerca de tempos após helicópteros do exército angolano não cessaram de quadricular sobrevoando no céu em todo o sector confirmaram testemunhos oculares sobre os lugares.

As mesmas fontes anunciam que cerca de dias ainda o 16 de março uma outra patrulha das FAA, baseadas no acantonamento de Inhuca e que circulava no sector de Bucu Zau, também tinha sido atacado por um outro comando da FLEC que provocou a morte de cerca de 20 militares angolanos dos quais um tenente-Coronel.

As Forças Armadas Cabindesas (FLEC/FAC) afirmam que "devido a intensos combates" com as FAA, nos dias 29 de fevereiro, 13 e 16 de março, aconselham "vivamente todos expatriados ocidentais que vivem em Cabinda a retirarem provisoriamente do território" e "desaconselha seriamente" as visitas de "todos os turistas e não residentes".

Nenhuma fonte das FAA confirmou a ocorrência destes confrontos militares com a FLEC, desconhecendo-se também a existência de vítimas mortais ou feridos.

© AO24 | Lusa

 

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