Terça, 31 de Março de 2026
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Terça, 31 Março 2026 12:24

Governo estuda novos critérios para retomar bolsas nas 300 melhores universidades do mundo

O Ministério do Ensino Superior anunciou estar a trabalhar na definição de novos critérios para a retoma do programa de bolsas de estudo destinado às 300 melhores universidades do mundo, uma iniciativa suspensa há dois anos.

O programa, de natureza meritocrática, tem como principal objectivo a formação de quadros altamente qualificados em diversas áreas do conhecimento.

De acordo com o director nacional do Ensino Superior, José Luís Alexandre, o modelo privilegia estudantes com desempenho académico de excelência e com forte potencial científico. “É um programa específico, de mérito, vocacionado para formar quadros altamente qualificados. São jovens licenciados ou mestres, com avaliações académicas elevadas, que concorrem e, posteriormente, são colocados em algumas das melhores universidades do mundo”, explicou.

Sem avançar uma data concreta para a reactivação, o responsável assegurou que o regresso do programa será acompanhado por um “novo paradigma”, actualmente em fase de estudo. Segundo referiu, o foco será reforçar a formação de cientistas e garantir maior eficácia na aplicação dos recursos.

“Estamos a fazer todos os possíveis para reactivar este programa. Há dois anos que não realizamos selecção de novos bolseiros e, neste momento, avaliamos como melhor direccionar esta iniciativa, sobretudo para a formação de cientistas de excelência”, afirmou.

Questionado sobre as razões que levaram à suspensão, José Luís Alexandre apontou constrangimentos financeiros e a necessidade de avaliação do impacto do programa. “Há factores financeiros, mas também a necessidade de fazer um balanço sobre a eficiência e eficácia, para depois dar continuidade com maior segurança”, esclareceu.

Entretanto, o responsável garantiu que o Governo mantém inalterado o programa de bolsas internas, considerado um pilar essencial no apoio à formação académica no país. Para o presente ano lectivo, estão previstas mais de 10 mil bolsas, cujo processo de selecção já terá sido concluído.

“As bolsas internas nunca foram interrompidas. Todos os anos, o INAGBE disponibiliza mais de 10 mil bolsas. É um número ainda insuficiente, mas representa uma garantia de continuidade”, sublinhou.

Segundo avançou, o Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo deverá, nos próximos dias, iniciar o processo de formalização dos contratos com os estudantes seleccionados. “Brevemente, o INAGBE vai passar pelas instituições para que os beneficiários assinem os contratos e iniciem o seu percurso académico com o apoio assegurado”, concluiu.

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