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Sexta, 07 Junho 2024 22:42

Embaixada de Angola em Portugal ausente no Dia de África por contestar convite a ativista

A Embaixada de Angola em Lisboa retirou-se das celebrações do Dia de África por discordar do convite à ativista angolana Luzia Moniz, expressando o desagrado através de uma nota enviada às representações diplomáticas do grupo africano, denunciou a jornalista.

Na nota verbal datada de 27 de maio, partilhada por Luzia Moniz na sua página do Facebook, a Embaixada chefiada por Maria de Jesus Ferreira lembra que se tinha oposto à inclusão da cidadã luso-angolana “que faz ativismo contra a mais Alta Magistratura e Governo da República de Angola” na reunião preparatória do Dia de África, realizada na Embaixada da Guiné Equatorial a 20 de março.

Tendo constatado que o nome da ativista e jornalista se mantinha na lista de convidados, a embaixada considerou que estava em causa a “violação do princípio de promoção de Unidade, Solidariedade e Coesão entre os Estados” e “por orientação da capital” (Luanda) decidiu não participar na cerimónia oficial da celebração do Dia de África que se celebrou em Lisboa no dia 29 de maio.

Luzia Moniz escreve regulamente artigos de opinião em que critica o regime angolano, no semanário Novo Jornal, o mais recente dos quais, divulgado nesta sexta-feira, a propósito do veto ao seu nome.

“Com este documento, ‘a capital’ torna oficial e internacionaliza o ataque à minha liberdade , nomeadamente de pensamento, opinião e de expressão, e tenta proibir ou condicionar as relações de amizade e de parceria pan-africanistas que mantenho com diversos países africanos”, critica a jornalista na sua coluna de opinião Tunda Mu Njila, garantindo: “não me calarão”.

Luzia Moniz é também presidente e fundadora da PADEMA (Plataforma para o Desenvolvimento da Mulher Africana), uma organização criada para a promoção e o desenvolvimento da mulher da diáspora africana.

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