Quarta, 24 de Abril de 2024
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Terça, 02 Abril 2024 17:49

Fim dos subsídios de combustíveis causa receios de tumultos em Angola

O fim dos subsídidos aos combustíveis no final deste mês de Abril está levantar receios de um aumento do custo da cesta básica já proibitiva para muitos de possíveis tumultos.

Em Luanda, Governo e associações de taxistas discutem já a percentagem do aumento da corrida aos táxis, em quanto o presidente da Associação Autônoma Rodoviária de Angola, José Domingos, disse a partir do Huambo que o fim dos subsídios “vai gerar mais problemas” porque vai resultar no “aumento dos preços da corrida [transportes] e da cesta básica, porque os camionistas também já falam em aumentar preços dos fretes, embora ainda não haja confirmação”.

Domingos recordou que quando o fim parcial dos subsídios foi anunciado com a promessa da entrega de cartões aos taxistas para obtençao de gasolina mais barata, “mesmo com esses cartões … só não houve tumultos porque muitos estavam à espera”.

“Agora não se duvida que venhamos a ter mais manifestações” disse recordado manfiestaçoes o ano passado que resultaram em mortes.

Muitas dúvidas vão ser dissipadas em breve , com reuniões de taxistas, mototaxistas e industriais da camionagem.

O economista e agente comunitário Abílio Sanjaia diz que medidas como estas devem ter complemento a favor das famílias e refere que os agentes económicos vão partir para ajustes.

“ O problema é que estas medidas não são acompanhadas, o Governo deve garantir serviços de transporte em qualidade e quantidade e fortalecer a renda das famílias carentes”, indica o especialista paa quem a nivel das indústrias o govenro deve garantir o acesso à energia para que

“As empresas não façam recurso a grupos geradores ( que usam combustivel) já que os custos de produção encarecem os produtos”..

Situação economica e social deteriora-se

Enquanto isso, continuam visíveis sinais de degradação da situação humanitária.

Há famílias inteiras, pais e filhos, com pedidos de casa em casa, à procura de, pelo menos, um quilograma de fuba, um dos produtos que mais sobem, segundo o relato do funcionário Raimundo Tchiculundunda, morador do Calossombecua II, arredores de Benguela.

“Esta semana, famílias começaram a sair às ruas, com filhos até mesmo de dois anos, a bater portas para pedir fuba, isso mete medo”, disse.

Eu também não tenho, fico a pensar o que posso dar a esta gente... estamos a suar, queremos soluções, resoluções para os irmãos sem comida, a cesta básica é que está a nos matar”., disse

O Governo angolano discute com parceiros o valor da subida dos preços nos transportes, mas ainda não emitiu um pronunciamento a propósito da medida que entra em vigor daqui a três semanas. VOA

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