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Quinta, 27 Julho 2023 17:48

TAAG volta a voar para a China dentro de seis meses

A companhia aérea de bandeira nacional, TAAG, vai retomar os voos para a China entre finais do corrente ano e princípio de 2024, após interrupção, em consequência da pandemia da Covid-19.

O ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, que anunciou o facto à imprensa angolana, em Pequim, disse que a TAAG tinha duas frequências semanais para a capital chinesa, mas pouco lucrativas, daí que o processo de retoma dos voos possa priorizar uma outra cidade da China, não revelada.

Ricardo de Abreu encontra-se em Peequim para tratar, com o empreiteiro, do processo de finalização das obras do Novo Aeroporto Internacional de Luanda "Dr. António Agostinho Neto", cuja inauguração da primeira fase está prevista para Dezembro próximo.

 “No processo de reestruturação e do reforço da frota da TAAG, temos perspectivas de garantir que até ao final deste ano ou início do próximo reiniciaremos a ligação, eventualmente, para uma outra cidade que não seja Pequim, mas que tenha importância comercial para os dois países, sendo a China um parceiro estratégico”, reiterou.

TAAG com contrato sustentável

 O ministro informou que a TAAG tem um "importante" contrato intercontinental de transportação de carga que sai da América Latina, passa por Angola com destino à China, avaliado em mais de 250 milhões de dólares americano.

"Esse valor sustenta 50 por cento da facturação total da TAAG, uma estratégia inserida na iniciativa chinesa global denominada “uma roda, uma faixa”, que se compromete em criar uma rede complexa de transportes ferroviários, aeroportuários e terrestres para ligar todos os países do mundo", disse.

Afirmou que o contrato feito com uma empresa chinesa, em 2022, que já apresenta “reflexos positivos”, é considerado um dos maiores da companhia nacional, por posicionar Angola como ponto de ligação inter-continental, dada a sua localização geográfica entre a América Latina e a Ásia.

Antes da Covid-19, a empresa possuía sete frequências de carga semanais para a China, mas a pandemia fez o negócio desacelerar. Porém, ganhou impulso em 2022, por meio de uma parceria com o grupo chinês Lucky Aviation.

O trânsito de mercadorias entre a América Latina e a China é estimado em mais de 40 biliões de dólares, envolvendo transportes marítimos e aéreos, pela Europa e África.

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