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Sexta, 24 Fevereiro 2023 17:32

TAAG queixa-se da inexistência de aviões cargueiros e decisão da ANAC mas garante regresso dos B777-300

O Presidente da Comissão Executiva da TAAG, Eduardo Fairen, assegurou que a transportadora aérea nacional terá brevemente de volta a operação dois dos B777-300, numa altura em busca agressivamente a soluções de retroflit (renovação de interiores) para as aeronaves da companhia.

Os pronunciamentos constam da nota enviada para o Angola24horas, na sequência da instituição do Conselho de Gestão que, segundo dados, ocorreu a 21 de Setembro de 2022, que deu espaço à realização, no passado dia 13 de Fevereiro o primeiro Conselho de Gestão Alargado.

Neste Conselho de Fevereiro após terem discorrido sobre safety, políticas corporativas e responsabilidade social os tópicos incidiram sobre o estado da Companhia a luz dos resultados de 2022, as Perspectivas do Negócio e a Avaliação de Desempenho em 2023.

“A exemplo dos resultados do primeiro semestre 2022, que celebramos com um bónus, é pertinente dizer que financeiramente a companhia está a dar passos no caminho certo. Vamos aguardar pelos resultados auditados para que possamos analisá-los juntos. Porém, continuamos preocupados com as fragilidades que ainda temos e que continuam a afectar a qualidade da jornada dos nossos passageiros”, assegurou.

Quanto aos factores externos que contribuem para inúmeras fragilidades, Fairen não descurou alguns efeitos da fase pós-Covid, apontando também que os desafios lançados pela guerra na Ucrânia fazem-se sentir no preço do combustível e em todas as cadeias de produção e abastecimento, impactando as entregas de peças, equipamentos e material, afectando todo o sector da aviação incluindo grandes parceiros como a Boeing, Airbus e outros.

Segundo refere, estes factores têm prejudicado seriamente os planos de melhoria da manutenção e frota, obrigando a empresa a reavaliar e alterar soluções como a vinda dos B777 (Royal Alfa) e fazendo com que algumas parcerias temporárias como a HiFly ou pontuais como a FlyAO permaneçam por períodos mais longos do que os desejados.

“Temos também enfrentado alguns desafios na área da carga. A inexistência de aviões cargueiros no mercado (disponíveis para leasing ou compra) e a decisão da ANAC relativa ao Cargo-light restringem a actividade nesta área ofuscando as perspectivas de crescimento da Companhia e o seu posicionamento estratégico no novo aeroporto e na região”, esclareceu, acrescentando que há consciência que estes desafios continuarão, daí continuar a olhar e a buscar soluções engenhosas para que a Companhia continue a sobreviver e a crescer.

Assim, garante, teremos brevemente de volta a operação dois dos nossos B777-300 e estamos agressivamente a buscar soluções de retroflit (renovação de interiores) para as nossas aeronaves.

“Numa realidade desafiante como esta, há, no entanto, factores que podemos controlar internamente. Trata-se do nosso desempenho individual e de equipas. Por essa razão será lançado nos próximos dias o processo de avaliação de desempenho aprovado pelo Conselho de Administração, esperando-se dos Directores e da área de Capital Humano a implementação e dinamização desse processo”, frisou.

Salientar que, o Conselho de Gestão reúne a Administração da TAAG e os Directores (responsáveis da primeira linha), podendo este ser alargado a toda gestão intermédia que inclui todos os responsáveis da segunda linha de gestão, sendo os Conselhos de Gestão são reuniões de trabalho interactivas importantes para o alinhamento estratégico, o reforço da coordenação entre as equipas.

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