Segunda, 30 de Janeiro de 2023
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Quarta, 26 Outubro 2022 14:26

Camponeses da “Ana Ndengue” dizem que administrador do Lar do Patriota desconhece realidade do terreno

O director-geral da associação de camponeses “Ana Ndengue”, Domingos Miguel Kangongo, desmentiu as declarações do administrador da fundação “Lar do Patriota”, António Lutango, que em entrevista concedida à MFM, disse que o terreno reclamado pelos camponeses fica localizado na zona do Camama e não no perímetro do patriota.

Segundo o director-geral da associação “Ana Ndengue”, Domingos Miguel Kangongo, disse que António Lutango não conhece a realidade e os contornos do processo por ser “novo” dentro da Fundação Lar do Patriota.

Domingos Miguel Cangongo explicou que o gestor da cooperativa em litígio “está equivocado” ao afirmar que o Lar do Patriota tem 1200 hectares. “É pura mentira porque, de acordo com o Decreto Presidencial, o Governo Provincial de Luanda não tem competência para atribuir licença de terreno com essa dimensão”, disse.

O presidente da associação “Ana Ndengue”, Santos Mateus Adão,faz notar que o actual dirigente do Lar do Patriota precisa conhecer o histórico para que não caia no descrédito. “António Lutango não conta nenhuma história aqui neste terreno, porque não conhece a realidade por ser novo

No local, os mais de 800 camponeses da “atiram-se” contra altas patentes das Forças Armadas Angolanas (FAA) e da Polícia Nacional (PN), do município do Talatona, propriamente do distrito Urbano do Patriota, aquem acusam de estarem envolvidos na ocupação ilegal de cerca de 400 hectares de terra.

Entre os acusados, voltam a citar o comandante municipal do Talatona, Joaquim do Rosário, e o general na reserva, Julião Dino Matross. As vítimas afirmam serem proprietárias do espaço, desde 1978, altura em que produziam vários produtos agrícolas por vários anos.

Segundo eles, o litígio teve início em 2012, quando o então falecido general e fundador do Lar do Patriota, General “Dingwanza” e demais altas patentes, tentavam negociar o espaço com os camponeses.

De lá para cá, fez-se várias promessas de que os camponeses poderiam ser indemnizados. Sem sucesso, o caso arrastou-se até a esfera política, onde passa envolver-se o então primeiro secretário geral do MPLA, Julião Dino Matross, que mediou o conflito, onde num documento assinado por ele, dá legitimidade aos camponeses de serem os reais proprietários.

O litígio em causa já decorre com processo em tribunal em que, a outra parte dos acusados vem por três ocasiões adiando as audiências, por razões, segundo os responsáveis da Ana Ndengue, “inexplicáveis”.

No dia 21 deste mês, no Tribunal Provincial de Luanda, estava marcado para se saber a decisão que viria pôr fim, a este caso, contudo, o mesmo permanece sem solução, uma vez que o juiz adiou a sessão para o dia 20 de Janeiro de 2023.

O adiamento foi a pedido do advogado da cooperativa Lar do Patriota, que alegou questões de saúde, mas a defesa dos camponeses Ana Ndengue fala em “manobras dilatórias para permitir “a contínua ocupação ilegal do terreno em disputa.

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