Sábado, 21 de Mai de 2022
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Terça, 28 Dezembro 2021 22:39

Movicel força Rádio Despertar a retirar publicidade por desgosto de acionistas vinculados ao MPLA

A empresa de telefonia móvel em Angola, Movicel está a ser acusada de ter discriminado a estação radiofônica, Rádio Despertar, ao exigir, conforme alegações, a retirada da empresa na lista de serviços que são pelo referido publicitados na sua emissão.

Em nota de imprensa divulgada esta terça-feira, 28 de Dezembro, a Rádio Despertar observa que apesar dos reiterados apelos do Sindicato dos Jornalistas para o cumprimento da Lei n°09/17 (Lei Geral da Publicidade em Angola), as autoridades no poder e empresários conotados ao regime, continuam a fazer ouvidos de mercador, marginalizando determinados meios de comunicação social na distribuição da publicidade.

A título de exemplo, a Rádio Despertar indica que, fruto de um acordo com uma agência (identidade não revelada), que exibia gratuitamente uma publicidade da Movicel com o propósito de atrair grandes investidores, viu-se confrontada com o pedido do departamento de comunicação e marketing desta empresa, para retirada a empresa da publicidade, invocando algum descontentamento dos acionistas (vinculados ao MPLA) que não queriam associar a marca Movicel à Rádio Despertar.

"Essa atitude desprezível, contraria o disposto na Lei e, enquadra-se numa estratégia do Estado visando a eliminação definitiva dos órgãos privados de comunicação social, face a ausência de financiamento do próprio Estado aos órgãos de comunicação social privados, conforme determina o artigo 15 da Lei de Imprensa em vigor no país", lê-se no comunicado posto a circular.

Nestes termos, a Rádio Despertar sublinhou que muitas vezes, os órgãos de comunicação social privados queixam-se da falta de publicidade das grandes empresas nas suas antenas, quando devia ser uma alternativa que visa o aumento de receitas.

Para esta casa de Rádio que há 15 anos emite de Luanda para o mundo, a falta de publicidade, tem contribuído para morte de muitos órgãos de comunicação social, tal como acontece com os chamados "Jornais de fim-de-semana" que há muito não se fazem as ruas por incapacidade financeira para a sua produção.

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