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Quarta, 06 Outubro 2021 14:41

Graça Campos acusa governo de gestão criminosa da pandemia da Covid -19

O conceituado jornalista angolano, Graça Campos, considerou que o Governo está fazer uma gestão criminosa da situação da pandemia pelo novo coronavírus, apontando para além da não compra das vacinas, o conjunto de escombros que se comprou no Calumbo que supostamente não está em funcionamento.

Sabe Angola24Horas que, Graça Campos, acusou o governo angolano no último sábado, 02 de Outubro, via Rádio MFM, quando lhe foi questionado sobre a necessidade de se proceder à uma auditoria ao Ministério das Finanças de Angola, adiantando que este facto deve ficar bem claro.

O jornalista, lembrou a princípio que, em nome do combate à pandemia, até o médico foi morto em Luanda, pelo não uso de máscara facial, no interior do seu próprio veículo.

Disse ainda que, o polémico facto da não compra das vacinas para Angola, mesmo com os dois Decretos Presidenciais com a devida autorização é responsabilidade de quem é de direito, o que ainda não se entende se o Ministério das Finanças não liberou o dinheiro ou o Ministério da Saúde, na pessoa de Sílvia Lutucuta envolveu nisso intermediários de idoneidade duvidosa.

Na sua opinião, alguém tem que, obviamente responder por isso e, este alguém não é o pobre cidadão, porque senão onde é que ficariam aqueles governantes que desgovernam o dinheiro público, aos quais, no entanto, chamou a atenção para uma explicação pública.

Relativamente ao anúncio de novos casos de infecção pelo vírus SARS-CoV -2 e consequentes restrições ao povo em determinados locais, Graça Campos desdramatizou o facto, adiantando que o discurso do governo carrega consigo, primeiro o pânico e, por via deste limitar as liberdades do cidadão.

Por outra, considerou que o mesmo discurso do governo tem uma enorme carga de irresponsabilização, por entenderque quem estado a falhar não é o cidadão comum, referindo-se da insuficiência de postos de vacinação.

O profissional de Jornalismo, disse por isso que, o governo não pode simplesmente lavar as mãos e atribuir a culpa ao povo pelo elevado número de contágios da pandemia, ajuntamentos e um conjunto de questões pelas quais os cidadãos não têm outras alternativas.

"Então os cidadãos querem por vontade própria apertarem-se nos autocarros? É vontade própria dos angolanos colocarem-se em enchentes nas praças e paragens públicas? ", questionou Graça Campos, avançando que o governo é o principal culpado.

Um outro facto de que Graça Campos se referiu para sustentar a sua acusação, tem que ver com o Hospital de Campanha na Província de Luanda, com capacidade de 1.000 camas, cujas camas não foram preenchidas.

Ainda sobre a alegada pouca clareza na gestão das questões relacionadas com a doença, Campos apontou para o conjunto de escombros, um complexo que custou do Estado cerca de 24 milhões de dólares.

"O que é feito deste complexo que o Governo comprou em Calumbo? Alguma vez mais se falou disso, porque é que não está a funcionar? A ministra da Saúde, alguma vez deu uma explicação sobre a situação deste complexo se está ou não a funcionar?", questionou Graça Campos, acrescentando que há uma série de irresponsabilização por parte do governo que é inaceitável.

Nestes termos, apelou, se há um aumento exponencial de casos a culpa não é do cidadão mas sim do governo que não fiscaliza o fim que se dá para atender estas questões e que permite desvio de dinheiro público. "O governo é o principal responsável disto. Não tem nada a ver com realização em casa, de festas com 15 pessoas".

Se o governo angolano quer ser corajoso, vai aos mercados do 30 e ouros dissuadir aquelas pessoas a não se juntarem para ver o que vão comer no dia seguinte. Se o governo quer ser coerente, então que arranje transporte público suficiente para que não haja ajuntamentos nas praças.

Finalmente, disse que não é justo que o cidadão continue a carregar a culpa da irresponsabilidade do governo, quando há quem gere o dinheiro público que não apresentou nem as vacinas nem os primeiros testes que se mandou fazer sobre a moamba entre outros assuntos.

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