Terça, 03 de Agosto de 2021
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Quinta, 20 Mai 2021 11:14

Suga-se o petróleo no Zaire e o povo herda a miséria

A via que liga a comuna do Kindeji à sede Muncipal do Nzeto, está alegadamente em um estado avançado de degradação, o que poderá nos próximos dias, dificultar mais ainda o acesso àquela comunidade sofredora, ou mesmo até impossibilitar a circulação rodoviária que proporciona à referida zona bens e serviços.

"A via, conforme ilustram as imagens, carece de uma intervenção profunda, caso contrário algumas das pontes poderão desabar ou acabarão por ser arrastadas pelas águas", apelou o cidadão Nathan Garcia.

Nas mesmas informações enviadas para Angola24Horas, Nathan referiu também que, as vias de acesso às comunidades contribuem muito para a economia local, porque permitem com que produtos/bens e serviços circulem d'um lado para o outro.

"As vias de acesso, também são verdadeiros promotores de emprego e do combate à fome e à probreza. Daqui a pouco, o Kindeji estará completamente desconectada com a sede do Município", considerou.

Por outro lado, observou que o Kindeji é a maior praça eleitoral do Nzeto, e quando não se resolvem os problemas sociais que enfermam àquela comunidade, até os mais básicos que existem, estaria-se a mergulhar num oceano de ingratidão, dada a importância que ele representa no xadrez político, o que pode vir também a condicionar de forma negativa um possível resultado positivo do MPLA. "O partido na situação pode perder o pleito eleitoral de 2022 no Kindeji".

"As perguntas que se colocam perante à este cenário triste são:
- De quem é a responsabilidade ou competência pela requalificação e asfaltagem das vias de acesso às comunidades? Do Governo central, Provincial ou Municipal?", conforme a fonte que temos vindo a citar.

O PIIM, o PIP e outros programas para este, servem apenas para construir escolhinhas, postozinhos de saúde, cantinas escolares, pintar lancís e não estradas e pontes, pelos vistos.

Vale recordar que, no último sábado, em vários pontos da província do Zaire, milhares de cidadãos saíram às ruas no último sábado, 15 de Maio, em sinal de protestos contra aquilo que consideram injustiças por parte do Governo Central.

Segundo estes e, aliás conforme cartazes que exibiam durante a manifestação, a referida província sentem-se excluída de muitas acções do Executivo, desde construção de Centralidades e Aeroporto, pelo que exigiam melhorias.

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