Quarta, 23 de Junho de 2021
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Sexta, 14 Mai 2021 15:24

Agente da PN espancado por cidadãos quando tentava impedir a entrada de centenas de pessoas no cemitério do 14

Um efectivo da Polícia Nacional (PN) ficou ferido depois de ser espancado por populares quando impedia centenas de pessoas de entrar no cemitério do 14, no município do Cazenga, em Luanda, para assistir a um funeral, desrespeitando o decreto Presidencial sobre o estado de calamidade pública em Angola devido à pandemia de covid-19, que define que são apenas permitidas dez pessoas nas cerimónias fúnebres.

O caso aconteceu esta semana, e um vídeo anónimo feito no local mostra o momento do ataque violento que o afectivo da PN sofreu por parte de um grupo de jovens que pontapearam e golpearam o agente da ordem em serviço naquele local.

A directora de comunicação da Polícia Nacional, comissário Engrácia Costa, repudiou o acto protagonizado pelos cidadãos, que considerou bárbaro, e revelou que os elementos em causa estão identificados e que a qualquer momento serão detidos e presentes ao Ministério Público (MP) para responderem pelo crime praticado.

"Esse caso aconteceu aquando de uma intervenção de efectivos nossos, dentro daquilo que tem a ver com cumprimento das medidas inscritas no decreto sobre a pandemia. Os números da covid-19 sobem todos os dias, e a Polícia Nacional naturalmente tem a missão de reforçar medidas para prevenir tais actos, porque a covid-19 não tem rosto e não está a escolher as pessoas atingir", disse, lamentando a actuação da população.

"Aquilo que se verificou naquele dia em que agrediram o nosso efectivo no cemitério do 14 é um acto que todos devem reprovar, e nós, a Polícia Nacional, aproveitamos a oportunidade para apelarmos às famílias, no sentido de falarem com os seus, porque aquele polícia também é um cidadão, aquele polícia é um pai, aquele polícia é um filho, é um irmão", afirmou.

"Essa gente que agrediu o polícia esqueceu-se que aquele polícia poderia ser seu parente... então nós, as famílias, devemos nos unir e apoiar a polícia no combate à prevenção da covid-19", apelou, reiterando que "é um acto reprovável" e avisando que "a Polícia Nacional não vai tolerar situações em que o cidadão comum agride os efectivos onde quer que seja".

A responsável pela comunicação da Polícia Nacional informou que se um efectivo da PN cometer alguma infracção, a população deveria apresentar uma queixa nos órgãos de inspecção para dar-se o devido tratamento, como tem estado a ser feito com os que prevaricam.

"Reiteramos o nosso apelo, nenhum cidadão deve tocar no uniforme da polícia, o polícia é um representante legal do Estado, ele representa as leis no nosso País. O polícia que ali estava não estava a passear, o polícia defendia aquilo que tem a ver com as medidas de prevenção à covid-19. Quem de nós nesta sociedade angolana, não perdeu e não está a sofrer com a situação da Covid-19?", questionou.

Numa altura em que os números da covid-19 em Angola não param de subir - nas últimas horas foram registadas mais quatro mortes e 290 novas infecções -, o comandante-geral da Polícia Nacional veio a terreiro avisar que a Polícia Nacional não teria contemplações para os cidadãos que não respeitassem as medidas de prevenção instituídas pelo decreto presidencial em vigor entre 10 de Maio e 8 de Junho. No incidente no cemitério do 14 estavam dois efectivos da Polícia Nacional para enfrentarem mais de 50 cidadãos. NJ

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