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Domingo, 28 Fevereiro 2021 09:32

Doentes angolanos "em péssimas condições" têm até este domingo para abandonar Portugal

A Embaixada de Angola em Portugal, está alegadamente a ordenar o regresso ao país, de doentes em condições péssimas, o que levou parte destes doentes bem com a Associação Vozes de Angola, aos protestos, acto ocorrido no dia 26 de Fevereiro de 2021, pelas 10 horas na Pensão Luanda, em Lisboa em prol da permanência dos doentes em Portugal.

Segundo informações para Angola24Horas, a situação dos cidadãos angolanos com junta médica em Portugal, piora cada dia, porque o Governo angolano quer satisfazer sua vontade neste processo, quando, verdadeiramente quem deveria dar alta aos doentes seria o corpo clínico que tem estado a acompanhar estes.

Numa nota de Imprensa enviada para a redacção do Angola24Horas, o Movimento Vozes de Angola, na Europa, concretamente Portugal, solicita apoio aos doentes angolanos naquele país, devido às ameaças e regresso coercivo dos cidadãos residentes nas Pensões Luanda e Alvalade.

Para a apreciação da opinião pública esta associação juntou a sua Carta Denúncia e mais dois documentos, um com assinatura da Embaixatriz, Ariene Setinha (Teresa), exarados pelo Sector da Saúde em Portugal, estrutura que está na dependência directa da Embaixada da República de Angola em Portugal.

"Os demais doentes não podem sair daqui. O Direito à Saúde e à Vida são Universais. Nenhum doente tem que sair sem uma adequada fundamentação clínica por parte de quem acompanha clinicamente os doentes", conforme a Associação Vozes de Angola em Portugal.

Por outro lado, o movimento apela que, se o responsável do Sector é igualmente médico não pode existir uma alegada questão de custos, sem uma fundamentação clínica por parte de quem está no plano ministerial.

"Uma vez que o Governo angolano se empenhou tanto na Defesa e bem do não regresso compulsivo dos doentes, não se entende agora, porque dizem que alguns vão ter que regressar. Todos têm que ser tratados de forma igual", observou.

Apelou ainda que, a Luta não pode implicar qualquer protagonismo individual mas sim uma visão conjunta de humanismo para com os doentes neste caso em concreto, mas para todas as causas da Comunidade Angolana em Portugal e na Europa. "Só assim seremos mais Fortes, Coesos, Unidos e verdadeiramente Democratas".

Conforme os documentos que este informativo tem em posse, a Embaixada comunicou aos pacientes e acompanhantes que manisfataram o desejo de regressar à Angola, (a excepção dos que não o fizeram), no sentido de todos libertarem o alojamento onde se encontram, tendo declinado toda sua responsabilidade, em caso de permanência destes no mesmo local.

Um outro documento do mesmo sector, emitido a 24 de Fevereiro, determina e ou ordena que os doentes terão de regressar ao país, já com orientações sobre as cargas a serem levadas para Angola, entre outros requisitos a fim de se precaver de normais constrangimentos para o embarque.

Ainda assim, vale ressaltar, os doentes bem como o Movimento Vozes de Angola afirmam que não haverá regresso até que a alta destes venha dos médicos que os acompanham, podendo se certificar igualmente que estes estejam bem de saúde.

"A alta médica aos doentes deve ser do corpo clínico e não uma alta administrativa como se está a fazer, neste caso específico só para alimentar os caprichos do governo angolano. Angola está a infringir a lei, no concerne à carta universal dos direitos humanos, retificada na sua ordem jurídica", disse a Associação.

Por último, avançou que voltar para Angola efectivamente, nestas condições é um atestado de óbito.

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