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Sexta, 19 Fevereiro 2021 18:59

Elogios de Joe Biden a João Lourenço foram feitos há um ano e "não esta quarta-feira 18"

Os elogios e alegado apoio total dos EUA, à governação de João Lourenço, no que respeita o combate à corrupção e que os meios de comunicação social fizeram circular esta quinta-feira, 18 de Fevereiro corrente, terão sido proferidos em 2020, na governação de Donald Trump.

A revelação é de Nok Nogueira, jornalista angolano que respondia a uma publicação do analista político, Ilídio Manuel, sobre, se a média pública que deu destaque aos elogios dos EUA a João Lourenço, fez alguma referência ao relatório que avalia o presidente angolano pela negativa.

"Atenção: o tal elogio foi feito pela Administração Trump, a 15 de Janeiro de 2020, numa altura em que Joe Biden nem tinha sido ainda empossado como Presidente dos EUA", conforme Nok Nogueira.

De acordo com a média pública angolana e, inclusive a página oficial do MPLA, o Departamento de Estado norte-americano, elogiou nesta quinta-feira, 18, de Fevereiro, o Presidente da República, João Lourenço, pelo que considera “avanços impressionantes na continuação de uma agenda anticorrupção” nos últimos dois anos.

Para os Estados Unidos de America, os sucessos da presidência de João Lourenço são, nomeadamente, a luta contra a captura de Estado, a “luta contra o poder das elites”, denúncia e acusação de antigos funcionários do Estado e uma nova lei de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.

Segundo avança ainda, esta avaliação das autoridades norte-americanas consta de um concurso lançado, em Washington, para o financiamento no valor de 1,3 milhões de dólares (1,08 milhões de euros) para projectos de combate à corrupção em Angola, num anúncio consultado, ainda esta quinta-feira, alegadamente pela Lusa.

Os projetos a concurso da iniciativa “DRL: Reduzindo a Corrupção em Angola” deverão demonstrar que podem “apoiar o crescimento da sociedade civil angolana e dos ‘media’ independentes no aumento da consciência pública e apoiar reformas para a transparência e combate à corrupção”.

Com este programa de financiamento, as autoridades norte-americanas pretendem que os cidadãos angolanos tenham um maior conhecimento das reformas anticorrupção em curso no país, advogar por essas reformas e, ao mesmo tempo, a sociedade civil ganhar maior capacidade para investigar a corrupção com segurança.

Vale recordar que, de acordo com o jornal português Expresso, citando a consultora Pangea Risk, com sede nas Maurícias, João Lourenço, Presidente de Angola, e várias pessoas próximas ao seu círculo estão na mira de procuradores norte-americanos, devido a suspeitas de violação de leis dos Estados Unidos.

O relatório referido pelo Expresso, explica que o círculo de João Lourenço está a ser investigado por transações bancárias ilegais, fraudes bancárias para a compra de imóveis nos Estados Unidos, etc, informações, até aqui tidas como falsas pelo governo angolano.

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