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Segunda, 28 Dezembro 2020 19:12

SIC investiga assalto a uma catedral da IURD em Luanda por desconhecidos

Serviço de Investigação Criminal de Angola está a investigar um assalto ocorrido na catedral do Morro Bento, em Luanda, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), realizado por elementos ainda desconhecidos, soube hoje a Lusa de fonte policial.

Segundo o porta-voz do comando provincial de Luanda da polícia, Nestor Goubel, o assalto ocorreu na madrugada de sábado para domingo, por volta das 02:00, tendo os assaltantes levado vários materiais.

"Levaram uma série de materiais, colunas, microfones, amplificadores, computadores, entre outros", referiu Nestor Goubel, salientando que a polícia tomou conhecimento do facto através da própria igreja, que apresentou queixa numa esquadra próxima.

Nestor Goubel frisou que "foi aberto um expediente investigativo", estando ainda a ser averiguada a situação para o esclarecimento do caso.

Sobre as informações de que era a polícia a encarregue de garantir a segurança do espaço, devido ao conflito na igreja desde o ano passado, Nestor Goubel rejeitou, dizendo não ter esta informação.

A IURD vem enfrentando há um ano um conflito interno, dividido por duas alas, a de bispos e pastores angolanos e a de brasileiros, que levou as autoridades judiciais angolanas a suspenderem toda a sua atividade e ao encerramento dos templos no país, no âmbito do processo-crime por alegadas práticas dos crimes de associação criminosa, fraude fiscal e exportação ilícita de capitais.

Este mês, um ofício do Instituto Nacional de Assuntos Religiosos (INAR) confirmou a legitimidade do representante da Comissão de Reforma da IURD, composta por angolanos, passando a representar legalmente a igreja o bispo Valente Bezerra Luís.

A parte brasileira manifestou desagrado com a decisão do INAR, tomada "à revelia", informando que judicialmente tomou medidas "contra mais esse ataque" que têm sofrido.

"Além da falta de legitimidade do INAR para tomar a referida suposta decisão, deve ser tornado público que a Igreja Universal do Reino de Deus e seus representantes em nenhum momento foi ouvida, notificada, comunicada ou auscultada", referiu uma nota emitida na altura, salientando que "inexplicavelmente, a IURD foi mantida à margem e afastada” do processo.

Na troca de acusações, os bispos angolanos dizem que a decisão de romper com a representação brasileira em Angola, encabeçada pelo bispo Honorilton Gonçalves, fiel ao fundador Edir Macedo, se deveu a práticas contrárias à religião, como a exigência da prática de vasectomia, racismo, discriminação social, abuso de autoridade, além da evasão de divisas, todas negadas pela parte brasileira, que se queixa de ataques xenófobos e agressões a pastores.

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