Sexta, 27 de Novembro de 2020
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Sábado, 03 Outubro 2020 14:05

Família Amorim ameaçou cortar dividos da Galp à Sonangol

Aquela que é a família mais rica de Portugal reconheceu que transferir dividendos para Isabel dos Santos e Dokolo representaria riscos financeiros, jurídicos e reputacionais.

A família Amorim ameaçou a petrolífera angolana Sonangol com o bloqueio da entrega de dividendos da Galp, caso esta não desse garantias de que não entregaria o dinheiro a Isabel dos Santos e ao marido, Sindika Dokolo, de acordo com o jornal Público.

Isto porque o casal é suspeito em investigações criminais em Angola, Portugal e Países Baixos e aquela que é a família mais rica de Portugal reconheceu que transferir dividendos para Isabel dos Santos e Dokolo representaria riscos financeiros, jurídicos e reputacionais.

A existência da alegada ameaça consta numa decisão de um tribunal holandês, de 17 de setembro — que nada tem a ver com a investigação da justiça holandesa à entrada de Isabel dos Santos no capital da Galp.

A decisão vem na sequência uma queixa apresentada pela Sonangol contra a Exem relacionada com uma dívida de 72,801 milhões de euros para comprar ações da Galp, em 2006.

Foi então nessa decisão que se ficou a saber que a Amorim Energia considerou bloquear a entrega de dividendos da Galp à Sonangol e que criou mesmo uma “comissão especial” para acompanhar este assunto.

O Observador já tinha noticiado em março que a Justiça angolana tinha enviado uma carta rogatória para a Holanda de forma a que a participação que Isabel dos Santos detém indiretamente na Galp através na sociedade Esperaza Holding BV (e que está em nome de uma sociedade do seu marido Sindika Dokolo) seja arrestada.

O que já terá acontecido no âmbito de um processo arbitral que está a decorrer na Holanda entre os acionistas da Esperaza e em que o Estado angolano é uma das partes.

Idênticos pedidos foram enviados pelas autoridades angolanas para Portugal, tendo sido arrestadas as participações de Isabel dos Santos na Nos, Efacec e Eurobic, tal como o Observador noticiou a 16 de março. Observador 

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