Domingo, 01 de Agosto de 2021
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Terça, 09 Junho 2020 18:01

Empresários avisam que milhares dos angolanos vão perder os seus empregos

A União dos Pequenos e Médios Empresários de Angola prevê que por causa da crise da Covid 19 mais de quatro mil postos de emprego directos vão ser afectados.

A associação empresarial considera que as altas taxas de inflação que se verificam, mais as altas taxas de juro e de cambio não deixam outra saída para as pequenas e medias empresas senão fecharen fecharem as portas. Vários agen-tes económicos dizem que a situação pode ser muito mais grave do que se espera.

Os pequenos e médios empresários do pais temem que a situação do desemprego possa aumentar se nao forem tomadas algumas medidas urgentes por parte do estado, para acudir estas organizações.

O empresário Carlos Ferreira entende que a situação pode ser mais grave caso não surjam apoios. "Se estas empresas não conseguirem sobreviver aí então é que poderemos ter um pós Covid 19 trágico, vai ser uma outra pandemia, a pandemia da fome, das divisas e da economia”, disse

O empresário Paulo Neves diz que há falta vontade da parte das autoridades para se resolver a situação, pede correção das actuais politicas do estado. "Enquanto nao houver vontade politica de obrigar os que delapidaram o erário publicoa devolverem o que roubaram porque este dinheiro é do povo e nem é do governo, enquanto isso não for feito vai ser difícil sairmos deste sufoco em que nos encontramos”, disse Neves.

“Vamos afundar cada vez mais porque nao será a desvalorização da moeda que vai provocar investimentos, como é que alguem pode investir, na actividade agricola por exemplo cada vez mais com as cuecas nas mãos?”, acrescentou.

O empresário Carlos Padre pensa que o estado deve apoiar os pequenos e médios empresários privados porque é aí que está a solução. “O nosso executivo tem que pôr na cabeça que o maior empregador em qualquer país ou sociedade é no sector privado, é hora inclusive do pessoal que terá de ser reduzido no sector publico, o estado criar condições para financiar estes funcionários para empreenderem", acrescentou.

Na leitura económica, Damião Cabulo entende que se deve primeiro descontruir a ideia do empresario em Angola. "Confunde-se empresário com politco, grande parte dos empresários em Angola são politicos logo é difícil criar-se um grupo empresarial forte e solido por culpa disso”,disse acescentando que e a Covid 19 “veio mostrar que em Angola nao ha empresários, pode-se chamar qualquer outro nome menos de empresario" VOA

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