Há agora uma ruptura clara entre duas alas do MPLA, disse o politólogo angolano Olívio Kilumgo, enquanto, para o economista José Matuta Cuato os 15 mil milhões de dólares que José Eduardo dos Santos disse ter deixado no BNA não significam muito.
Alguns já foram mais incómodos, outros tem potencial para se tornarem numa nova pedra no sapato das relações diplomáticas entre Portugal e Angola. Seis casos que envolvem o Estado angolano ou a elite daquele país
O economista Alves da Rocha revelou, em entrevista à imprensa portuguesa, que "hesita" em considerar que o Presidente da República, João Lourenço, pode inaugurar um novo ciclo político em Angola, porque o "MPLA é uma máquina trituradora de vontades de mudanças e de ajustamentos".
O Presidente de Angola escusou-se hoje a comentar as críticas do antigo Presidente José Eduardo dos Santos e da empresária Isabel dos Santos, alegando que não vai "comentar assuntos de política interna enquanto durar a visita" a Portugal.
A sociedade angolana, através das redes sociais, está a avaliar muito negativamente a declaração do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos, que tentou, na quarta-feira, justificar a forma como deixou as finanças públicas.
O Presidente de Angola, João Lourenço, admitiu hoje que já sente "as picadelas" dos afetados pelo combate à corrupção, mas garantiu que "isso não nos vai matar" e vincou que "somos milhões e contra milhões ninguém combate".
O presidente de Angola, João Lourenço, pediu ajuda aos serviços secretos norte-americanos na investigação para detectar eventuais crimes económicos e depósitos que se inscrevam nesta categoria, que se presumem terem sido feitos em paraísos fiscais como as ilhas Marshall e Maurícias.