O Presidente da República, João Lourenço, encorajou nesta terça-feira as acções de fiscalização, inspecção e auditoria contra a corrupção, no quadro dos Organismos Estratégicos do Controlo Interno da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O Governo angolano garantiu hoje que todos os contratos que envolvam a administração já são feitos "preferencialmente" através da contratação pública e visados pelo Tribunal de Contas, que tem fiscalizado processos que não seguiram esta regra no passado.
Os deputados à Assembleia Nacional questionaram hoje a secretária de Estado do Orçamento, Aia Eza da Silva, que representou o Ministro das Finanças, Archer Mangueira, sobre as declarações do ex-presidente da República, José Eduardo dos Santos, que afirmou ter deixado 15 mil milhões de dólares no Banco Nacional de Angola em reservas internacionais líquidas.
A presidente da Comissão de Economia e Finanças da Assembleia Nacional angolana disse hoje, em Luanda, que é geral a preocupação com a baixa do preço do petróleo, referência para a elaboração do Orçamento Geral do Estado (OGE) 2019.
O Governo angolano garantiu hoje que vai tornar "normais e regulares" as auditorias internas e externas às despesas públicas, estando em curso medidas legislativas para assegurar uma "fiscalização eficiente e eficaz".
Em Portugal e no Parlamento Europeu é uma voz activa contra a corrupção, tema que a trouxe a Angola. Em entrevista ao Expansão deixa claro que a UE pode ajudar o País a recuperar activos desviados nos últimos anos.
O filósofo Fernando dos Santos Neves manifestou hoje, em Lisboa, o desejo de que "a nova realidade de Angola com democracia, com João Lourenço na Presidência, seja "uma verdade que se torne numa certeza".