A CNE angolana pediu hoje ao Tribunal Constitucional (TC) para indeferir os recursos contenciosos da UNITA, Bloco Democrático (BD) e da coligação CASA-CE, "por falta de provas e sustentação legal", e que valide os resultados definitivos das eleições.
Ativistas angolanos apelaram hoje à recontagem dos votos e à não validação dos resultados das eleições de 24 de agosto pelo Tribunal Constitucional, anunciando manifestações “ininterruptas” caso não seja atendidas as suas reivindicações.
O jornalista angolano e analista político, Graça Campos, em referência aos pronunciamentos deste domingo 04, de João Lourenço, presidente do MPLA e candidato reeleito a presidente da República, segundo a CNE, observou que a mensagem colocou em causa o poder de decisão tanto da CNE quanto do Tribunal Constitucional.
O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) começou hoje a publicar online cópias das atas assinadas das assembleias de voto, num momento em que o partido reivindica a vitória, contrariando a Comissão Nacional Eleitoral (CNE).
O Presidente João Lourenço enfrenta as tarefas hercúleas de consertar a economia de Angola e conquistar a sua juventude desiludida ao entrar no seu segundo mandato com um apoio dizimado, dizem analistas à AFP.
As Forças Armadas Angolanas estão desde hoje e até às 08:00 de 20 de setembro em “estado de prontidão combativa elevada” para evitar incidentes e “proporcionar a manutenção da defesa e segurança” após as eleições, sobretudo na província de Luanda
O quadro político da UNITA, Abílio Kamalata Numa, disse este sábado, ao comentar sobre a crise de legitimidade em referência às eleições Gerais, que nada mais resta ao Tribunal Constitucional senão pôr fim a esta farsa que anula a vontade soberana do povo através do golpe de Estado montado e articulado por João Manuel Gonçalves Lourenço e Maníco com anulação da resolução da CNE que dá victória ao MPLA.