O economista Wilson Chimoco estimou hoje um aumento da oferta de divisas em 2025 e uma ligeira depreciação do kwanza (moeda nacional) em Angola, apesar dos riscos de descida do preço do petróleo.
O Presidente angolano disse hoje que a estabilidade do kwanza não depende de "uma varinha mágica" e que é preciso trabalhar e produzir mais para a moeda angolana ganhar força, na cerimónia de inauguração da Casa do Kwanza.
O kwanza angolano recuperou de um minimo histórico de 25 anos face ao dólar, depois do Banco Nacional de Angola (BNA) retomar a venda de divisas aos bancos comerciais, disponibilizando um total de 250 milhões de dólares.
A moeda nacional de Angola esteve a ser transacionada hoje ao valor mais baixo dos últimos 25 anos, nos 939,24 kwanzas por dólar, de acordo com a agência de informação financeira Bloomberg.
As reservas excedentárias do sistema bancário angolano caíram 12,34 ou seja 614,73 mil milhões de kwanzas em julho último.
O governador do Banco Nacional de Angola (BNA), Manuel Tiago Dias, justificou a estagnação do kwanza dos últimos meses com a forte depreciação (desvalorização) que a moeda angolana registou no ano passado, principalmente em maio e junho.
A desvalorização da moeda nacional (Kwanza) poderá reduzir de 40%, registado em 2023, para 3% ao longo deste ano, facto que vai implicar ter uma taxa de câmbio estável e, consequentemente, registar-se uma valorização significativa do dinheiro angolano, face ao dólar norte-americano e o euro.
Angola tem menos recursos cambiais disponíveis devido à oscilação do mercado da principal commodity e aos compromissos com o financiamento externo, admitiu, terça-feira, na Matala, província da Huíla, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José Massano.
Embora o dólar esteja praticamente estacionado acima dos 820 Kz há vários meses, o BNA aponta que não há nenhuma medida administrativa para segurar o kwanza, mas economistas discordam e argumentam que o câmbio que é praticado não resulta do funcionamento real de mercado.
O kwanza foi a segunda moeda que mais desvalorizou, face ao dólar, entre as moedas dos 16 países que com- põem a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), em 2023, com uma variação de 64,57%, ficando apenas atrás do Malawi (ver gráfico).