As declarações geraram reações no seio da oposição, levando o parlamentar a esclarecer a sua posição e a reconhecer a possibilidade de ter sido mal interpretado. Segundo João Mpilamosi Domingos, a sua intenção não foi promover divisões, mas sim sublinhar o contexto histórico e a opção por valores democráticos.
“Somos deputados de bancadas diferentes, entretanto somos irmãos da mesma pátria, como se fossem jogadores em equipas diferentes”, afirmou, destacando a necessidade de convivência política baseada no respeito mútuo, apesar das divergências partidárias.
O deputado admitiu que a sua intervenção poderá não ter sido devidamente compreendida, acrescentando que, caso tivesse tido oportunidade de concluir o raciocínio, a mensagem seria mais clara. Ainda assim, optou por dirigir um pedido de desculpas formal.
“Aproveito a ocasião para, caso tenha sido mal interpretado, pedir as minhas sinceras desculpas ao grupo parlamentar da UNITA, aos militantes e simpatizantes”, declarou.
João Mpilamosi Domingos reiterou que mantém a essência do que disse, mas reconhece o impacto das suas palavras e eventuais transtornos causados. “Continuo firme naquilo que eu disse, assumo, mas percebo que talvez não tenha sido bem interpretado”, sublinhou.
O parlamentar reforçou ainda a importância da unidade nacional e da convivência pacífica no espaço político, frisando que “não há necessidade de entrarmos em choques”, numa altura em que o país continua a consolidar o seu percurso democrático após o fim do conflito armado.
O episódio volta a evidenciar a sensibilidade do discurso político em torno da história recente de Angola, particularmente no que diz respeito ao período pós-guerra e às relações entre os principais partidos.

