Quinta, 06 de Outubro de 2022
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Domingo, 07 Agosto 2022 20:43

Marcolino Moco volta a detonar João Lourenço e explica o factor da queda de popularidade do MPLA

Em referência às principais causas da impopularidade actual do MPLA, que considerou estar limitada pelo descaramento de actos fraudulentos e corruptivos, Marcolino Moco, antigo Secretário Geral do referido partido, disse este domingo, 06 de Agosto, continuar a tentar ameno e sereno diálogar com algumas pessoas afectas, orgânica e ou sentimentalmente, ao "glorioso M".

Através das suas redes sociais, segundo constatou Angola24horas, Moco defendeu que o principal factor da queda de popularidade do MPLA, neste período da Paz, são os presidentes deste partido, que são automaticamente Presidentes da República de Angola. "Assim temos que JES cometeu os mais graves erros de governação, até cair no cansaço e – faça-se lhe justiça – reconhecer que era altura de deixar a função".

De acordo com o também antigo primeiro-ministro, se a Constituição de 2010 salvaguardasse a separação de eleições presidenciais das legislativas e não desse tantos poderes ao Presidenteda República, como na altura havia defendido com muita veemência, os Presidentes tomariam mais cuidados e não teriam cometido tantos erros de palmatória ou, por outro lado, não minariam tanto o prestígio do MPLA, porque seriam "punidos" separadamente.

"Como não, JLO, após um breve período de recuperação da popularidade da função presidencial, que automaticamente recuperou a simpatia pelo MPLA, o que faz? Volta e até agrava certas práticas impopulares do regime, como a bajulação, a protecção da corrupção dos "seus", a repressão de manifestações pacíficas, a composição e orientação dos tribunais superiores e da comunicação social (desde o afastamento da tripla Guerreiro-TPA e João Melo e Malavoloneke-Ministério da Comunicação Social)", observou.

A isso, segundo Moco, João Lourenço acresceu a prioridade errada de "promover" a imagem do novo líder da oposição, que há dias "lho agradeceu", com Ju Martins, inteligente, a fingir que não percebeu a ironia e, agora, são os discursos descontextualizados do Presidente, a invocar passados completamente despropositados que lhe roubam mais simpatias na sociedade.

"Vejam "ainda" o que "obrigaram" à nossa bela Hariana Verás a fazer, com aquelas entrevistas "fantoches" a senadores americanos? Aquilo aumenta a popularidades do MPLA, especialmente entre novas gerações, que já não têm razões para votar por puro fanatismo partidário?", questionou.

Apelou também que se há uma coincidência entre o modelo pratico-constitucional, que defende, desde finais dos 80 do século passado e o modelo que a UNITA/FPU apresenta (e Adalberto tão claramente expõe) não deveria ser censurado por ninguém, com afirmações como, agora "aquele é o chefe dele". "O meu chefe político sou eu próprio", assegurou.

No seu entender, dentro do MPLA (o actaul) é que tem de haver coragem de apontar o dedo a quem é culpado pelo descalabro da situação de Angola, quer venham a obter uma vitória (fraudulenta) ou uma derrota (merecida).

Aproveitando a oportunidade, esclareceu que no texto sobre as teses de Ju Martins e Adalberto, o assunto principal não era se o poder se negocia ou não, mas sobre se, nas condições actuais, havendo alternância (ou mesmo não a havendo) não seria bom estabelecer-se um pacto de transição para um regime inclusivo.

Em outra ocasião, Marcolino Moco promete abordar o assunto do lugar em que se obtém o poder entre as urnas e ou fora das urnas.

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