Sexta, 09 de Dezembro de 2022
Follow Us

Quinta, 04 Agosto 2022 11:25

UNITA apela ao resgate da nação e acusa governo de continuar a roubar em cada obra que efectua

O maior partido da oposição angolana, UNITA, em transmissão de mensagem de segurança no futuro de governação inclusiva e participativa, nesta quarta-feira, 03 de Agosto, alertou a população da Huíla que, Angola, tem sido governada pelo mesmo partido político, mesma mentalidade monolítica, mesmo programa de governação, mesmos actores, mesmo projecto de sociedade e tem tido os mesmos resultados.

Em comunicado final enviado para Angola24horas, a UNITA refere que o governo imposto aos angolanos em Novembro de 1975 está esgotado, fracassado e sem soluções, por isso, Angola exige mudança.

"Angola prepara-se para realizar a primeira ALTERNÂNCIA do Poder e efectiva MUDANÇA política a 24 de Agosto de 2022. O actual sistema político preserva na sua estrutura e no seu funcionamento exclusivismo partidário e o totalitarismo, próprios de um governo e regime autocráticos", considerou.

O Estado actual, para esta formação política, nega a criação de mecanismos capazes de garantir a funcionalidade de uma democracia plena, pressuposto essencial para assegurar os direitos e liberdades fundamentais, a igualdade política e económica, funcionamento democrático das instituições, a transparência eleitoral, a boa gestão dos recursos públicos, o combate à corrupção, a estabilidade social e económica e a promoção da dignidade da pessoa humana.

"Compatriotas e correligionários; a UNITA, na sua qualidade de um dos artífices da Independência Nacional e Partido Fundador da Democracia em Angola, tem o dever de partilhar com os cidadãos, em especial com os eleitores, as virtudes do pacto de estabilidade nacional, as causas e consequências dos vícios do Ficheiro Informático de Cidadãos Maiores (FICM) que o Governo transferiu para a CNE, às medidas de cidadania para a defesa e controlo do voto, assim como as razões porque os angolanos devem estar confiantes no sucesso das eleições", assegurou.

Salientou também que o país vive um fenómeno político, a Frente Patriótica Unida, que é a expressão plural da vontade de mudança com alternância do poder político, sob liderança e símbolos da UNITA e do Presidente Adalberto Costa Júnior, sendo que em Agosto, a vontade do povo será respeitada, porque é o próprio povo que a fará respeitar.

De acordo com a UNITA, apesar de alguns constrangimentos de ordem política, legal e técnica, o essencial está encaminhado, "temos fé e confiança que a vontade soberana do povo angolano a ser expressa nas urnas será respeitada. Chegou mesmo a hora da mudança com ALTERNÂNCIA do poder." Em Caluquembe, por exemplo, refere que o povo tem confiança na mudança.

"O povo sabe que o dinheiro que vai ser investido na construção do Hospital Municipal é do povo, não é do governo, porque o governo é um gestor temporário do dinheiro do povo.

Quando o governo faz uma obra nova, está apenas a cumprir um dever, não é preciso lhe agradecer. Muitas vezes o governo rouba ou desvia dinheiro do orçamento das obras. Ninguém rouba o que é seu", observou.

Entende por isso, que o povo angolano quer a mudança, para acabar com a exclusão política, social, o roubo, porque em cada obra que o governo faz, rouba. A UNITA recorda que há os que dizem que o governo faz muitas obras boas, e não pára. “Está a falar, está a fazer!” É verdade, mas também é verdade que, como muitos jovens dizem, “está a fazer, está a roubar.”

Este partido denuncia que em todas as obras que este governo executa com o dinheiro do povo, rouba sempre alguma coisa, constrói hospitais, mas rouba alguma coisa, constrói estradas e escolas, mas está sempre a roubar! "Agora, o tempo para roubar o dinheiro do povo, acabou!"

"O povo angolano de Cabinda ao Cunene, do Lobito ao Luau, todos querem experimentar um novo governo. Na Huíla ou em Malanje, no Huambo ou no Namibe, em Benguela ou no Zaire, no Uíge ou no Cuanza Sul, no Bengo ou no Cuanza Norte, na Lunda Sul ou no Cuando Cubango, no Moxico ou Bié, Lunda Norte ou Luanda todos querem mais liberdade, mais inclusão e mais emprego. Os jovens querem um governo que promova a descentralização e traga, também os grandes investimentos para o interior do País. Os jovens do País querem ter futuro de Liberdade, democracia, dignidade, prosperidade e desenvolvimento. Os jovens e as mulheres querem melhores salários e mais justiça social”, defendeu a UNITA.

Também, acentuou que a população dos Gambos, da Chibia, da Humpata quer que a pobreza, a fome, a sede, sim, a sede acabe na sua província com abundantes recursos hídricos e agropecuários, na mesma altura em que as famílias do Lubango, Chibia, Humpata, Cacula, Quilengues, Caconda, Chicomba, Chipindo, Jamba e Cuvango querem mudança, tal como os empresários da Matala e do Quipungo.

Nestes termos, apelou que todos fiquem descansados e confiantes nas eleições, porque a UNITA propõe-se a impulsionar não uma mudança qualquer, mas uma mudança pacífica, ordeira e positiva, uma mudança que irá respeitar tudo o que o actual regime fez de bom e todos os construtores da obra feita até hoje, ao passo que os investimentos efectuados, serão protegidos e, os contratos, os incentivos fiscais e outras obrigações já assumidas pelo Estado, serão todos respeitados.

"O Governo muda, mas o Estado continua! O País continua, uno e indivisível, a vida continua, as paisagens continuam. Ninguém vai perder o seu património! As eleições não mudam tudo; mudam o Governo, as políticas, os programas, as prioridades e os resultados, mas os funcionários públicos são os mesmos, a Polícia Nacional é a mesma, as Forças Armadas Angolanas são as mesmas e os Serviços de Informação e Segurança do Estado são os mesmos", garantiu a UNITA.

Prometeu igualmente recrutar novos Funcionários Públicos para todos trabalharem para o desenvolvimento do país, adiantando que as eleições não vão perturbar os investidores nem os seus negócios.

"O que os angolanos querem é uma mudança que melhore a vida das pessoas, melhore a distribuição da riqueza nacional entre todos os filhos desta Pátria. Os angolanos querem reduzir as desigualdades, querem parar o ROUBO, a CORRUPÇÃO no Governo e a IMPUNIDADE, porque

a função do governo não é roubar, é administrar o que é de todos para o bem de todos. Agora, este governo que não pára de roubar deve ser mudado", reiterou.

Rate this item
(0 votes)