Sexta, 19 de Agosto de 2022
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Terça, 24 Mai 2022 18:26

Autoridades angolanas estão a reprimir eventos da sociedade civil antes das eleições - A.Internacional

A Amnistia Internacional (AI) acusa o Governo angolano de limitar os direitos à liberdade de reunião e associação pacíficas dos cidadãos ao impedir a realização de reuniões da sociedade civil antes das eleições gerais de Agosto.

"Estamos num Estado altamente totalitário", diz director da Omunga após polícia impedir conferência em Cabinda Deprose Muchena lembra que a polícia bloqueou a entrada do Hotel Maiombe, em Cabinda, para impedir a entrada dos participantes, “alegando que estava a cumprir ordens superiores”.

“Ao perseguir e intimidar os activistas e impedir a realização desta conferência, as autoridades mostram a sua crescente intolerância às críticas”, continua Muchena, para quem “a repressão a organizações independentes da sociedade civil, ao debate e às visões críticas sobre questões como economia e direitos humanos deve parar”.

A AI lembra ainda que “o amordaçar desta conferência da sociedade civil é uma remanescência de anos eleitorais anteriores, quando os direitos humanos foram repetidamente atacados” e instou o Governo a parar “de visar activistas e grupos da sociedade civil e, em vez disso, respeitar, proteger e promover seus direitos humanos e fornecer um ambiente propício para que eles operem”.

Como a VOA noticiou no sábado, 21, a "Conferência de reflexão sobre a paz em Cabinda", foi anunciada há muito tempo e adiada uma vez para que os organizadores pudessem reunir as condições legais para o evento que teria como oradores o padre Celestino Epalanga, o pastor Ntoni a Nzinga, o advogado e activista Arão Tempo e o secretário-geral da Frente Consensual Cabindesa, Belchior Tati.

A polícia cercou o local antes do início do evento e impediu a entrada dos participantes, alguns deles provenientes de outras províncias.

Num vídeo publicado na página da Omunga no Facebook, o director executivo da organização, João Mavindele disse que “estamos num Estado altamente autoritário”.

"Não é concebível, em pleno seculo 21, depois de tanta luta, não é concebível que situações como estas estejam a passar, é a segunda vez que esta actividade é cancelada”, acrescentou Mavindele , reiterando que a “conferência não é perigo, apenas pessoas que queriam discutir sobre direitos humanos em Cabinda neste contexto de paz”. VOA

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