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Sexta, 19 Novembro 2021 16:39

Rui Galhardo diz que processo contra ACJ na PGR está em andamento e denuncia ameaças contínuas

O antigo membro da UNITA, Rui Galhardo, foi esta sexta-feira, 19 de Novembro à Procuradoria-Geral da República (PGR), em Luanda, para se inteirar da tramitação da participação contra Adalberto Costa Júnior, com entrada em Março último, cujo processo-crime afirma estar com asas para voar.

Em declarações à TV Zimbo, no final da referida consulta ao Ministério Público, Rui Galhardo, contrariamente aos pronunciamentos recentes alegadamente da PGR, que davam conta que o caso estava arquivado por falta de provas, disse que o processo está vivo e continua a andar.

O processo, segundo Galhardo, está a correr bem, tem pernas para andar e asas para voar.

"Tudo aquilo que fizeram nas redes sociais com a cobertura de alguns órgãos de informação que disseram que a PGR tinha arquivado o caso é mentira. São as tais notícias falsas que existem lá nas redes sociais", assegurou Rui Galhardo acrescentando que precisava se inteirar, embora já tinha informação do SIC dando conta de que o processo estava andar.

Desde Março último, conforme denunciou, tem recebido ameaças diariamente por telefone e mensagens por pessoas emocionalmente fãs e seguidores de Adalberto Costa Júnior.

Rui Galhardo disse ter a certeza de que as pessoas que o pressionam e ameaçam são ligadas à ACJ, pelo facto de, nas suas publicações no mundo virtual darem tal evidência, o que disse ainda ser simples de constatar pois estes são sempre a favor do político em causa.

"Ninguém de certeza gostava de ser agarrado no meio da multidão e ser acusado de ter armas para matar o presidente da UNITA e aparecer a polícia e acudir-me da situação. Eu acho que ninguém gostava de viver isso. Se não aparecesse a polícia eu podia ter sido morto", relatou.

À data dos factos, Rui Galhardo recorda ter dado 5 dias ao então presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, através de outros membros de direcção do partido para fazer pedidos de desculpas públicas, o que não aconteceu porque não o atendia o telefone.

Para Rui Galhardo, este facto não tem nada a ver com a UNITA mas sim com Adalberto Costa Júnior, única e exclusivamente, numa altura em que aponta para falta de solidariedade por parte de pessoas que querem assegurar os seus lugares.

"Eu tenho sido muito ameaçado. E também tenho sido muito aliciado desde internautas que querem para eu desistir do caso. Outras pessoas mais próximas do senhor Adalberto, propõem-me um acordo que não vou dar nomes das pessoas porque algumas o fizeram com muito boa vontade", denunciou Galhardo.

Relativamente ao desejado pedido de desculpas formal, disse que devia ter sido feito quando aconteceu e não agora que já há milhares de pessoas que pensam que Rui Galhardo da Silva é um traidor e que se terá vendido ao MPLA e tudo mais.

"Criaram uma situação na minha vida em que eu tive que arranjar outra coisa para viver, que praticamente ninguém sabe porque eu corro perigo. Eu corro mesmo perigo de vida", considerou.

Quanto ao andar do processo, que declarou ter pedido aceleração, junto do Ministério Público, Rui Galhardo garantiu que já não é altura de desistir dele, quando já foram ouvidas as suas testemunhas, polícias que intervieram na situação e revistas à sua viatura e que não terão encontrado arma nenhuma.

Finalmente, após desmentir pronunciamentos de ACJ que terá concedido à Rádio MFM, um dia depois do ocorrido, alegando que haviam encontrado duas armas, disse que verdade deve ser reposta. "Eu exijo isso".

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