Terça, 03 de Agosto de 2021
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Sábado, 12 Junho 2021 11:18

Líder da CASA-CE afirma que integração na Frente Ampla implicaria dissolução

O presidente da CASA-CE, Manue Fernandes, defendeu, esta sexta-feira, o afastamento da coligação ao projecto político denominado Frente Ampla, pelo facto de, em seu entender, a sua concretização implicaria a dissolvição da mesma.

Manuel Fernandes, que falava no programa Especial Informação da TV Zimbo, referiu que esta-se a criar um falso elemento que não se vai concretizar, tendo em conta que o mesmo não cria uma nova coligação, mas sim a integrção das forças políticas na lista da UNITA com quotas para a sua acomodação.

“Não é uma Frente Ampla nenhuma, mas sim uma integração de vários actores na lista da UNITA , dai que a CASA-CE não pode fazer parte deste exercício, por ter ambição de concorrer às próximas eleições”, argumentou.

Acrescentou ainda que “a CASA-CE é uma coligação e não pode ser contactada para integrar outra coligação ou seja ela é que tem espaço de abertura para que outras forças possam entrar”, disse.

Neste sentido, Manuel Fernandes questionou se as outras forças politicas, com incidência para UNITA, estão dispostas a ir às eleições sem a sua bandeira e os seus simbolos.

Por outro, o político acrescentou que se houvesse interesse de que a CASA-CE integrasse a mesma não teriam contactado o Bloco Democrático (BD), mas antes a liderança da mesma para ver a viabilidade deste prcesso, o que não ocorreu.

Ainda assim, referiu que se podem estabelecer convergências pararelas com outras forças políticas, visando o controlo do voto, bem como estabelecer mecanismos de luta para a construção do processo demcrático.

No capítulo interno, Manuel Fernandes, que subsbtitui André Mandes de Carvalho no comando da CASA-CE, adiantou que a mesma hoje está mais dinâmica e próxima dos cidadãos.

Em seu entender, este é um momento para perceber a situação real dos angolanos e, por este motivo, têm realizado digressões pelo país.

Defendeu ainda a necessidade de se idealizar politicas que possam conduzir os cidadãos para uma nova realidade e um novo contexto do país.

Ainda em relação à reorganização da mesma, argumentou que actualmente cinco dos seis partidos que compõem a coligação já se definiram em trabalhar para a sua consolidação, faltando apenas o BD que ainda está em processo.

Para si, apesar dos vários problemas na mudança de liderança, dissidência no Grupo Parlamentar, entre outros, a coligação continua forte e unida, porque anteriormente era “um manto de retalhos, com vários poderes”.

Ao longo da sua entrevista, falou igualmente do momento actual do país, que na sua opinião exige grandes mudanças.

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