Domingo, 03 de Julho de 2022
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Terça, 31 Dezembro 2013 20:22

2013-2014: “processo” ou retrocesso?

No outro dia, cruzei-me acidentalmente com alguns “mais novos” da comunicação social pública, e, para a minha agradável surpresa, contrariando a habitual fuga às “minhas chagas de sarna”, mostraram-se muito simpáticos e conversadores. 

Analistas consideram que José Eduardo dos Santos não aprofundou temas controversos na mensagem de Ano Novo. Por exemplo, a morte dos ativistas Alves Kamulingue e Isaías Cassule.

Isaias Samakuva, líder da UNITA, afirma, e como muita propriedade, que 2013 "termina com uma incógnita sobre o que realmente se passa no país"; não esqueçamos que manifestações, a maioria preparadas e levadas a efeito com vontades e interesses pacíficos, foram transformadas em "actos de morte" como disse e bem o senhor Presidente Eduardo dos Santos.

É espantoso, intrigante e quase inacreditável o que acabamos de ouvir na voz discursiva habitualmente altiva do presidente do regime! É estranho que o presidente precisa-se de permanecer trinta e quatro anos no poder para notificar o país da existência desconfortável de um absoluto abandono e total desrespeito pela constituição atípica que ele mesmo criou para dela se proteger e continuar incólume no poder, pois o primeiro prevaricar da constituição é o próprio presidente que nunca a respeitou.

Numa situação, em que um determinado pais, estejam a viver uma democracia, verdadeiramente vibrante, e absoluta, ou perfeitamente normal, um membro ou figura, do mesmo partido político, discordar, de ideias do outro colega, desse mesmo partido, sem que hajam de forma alguma, tendências malignas, para eventuais ostracismos.

As relações entre Portugal e Angola, no plano empresarial, estão bem e recomendam-se, mas a entrada em vigor da nova pauta aduaneira vai exigir uma nova estratégia às empresas portuguesas.

O Natal tem um grande significado, não só religioso como também familiar. Só que as pessoas, hoje em dia, tendem a esquecer o verdadeiro significado e importância desta data.

1. Isaías Samakuva lançou na terça-feira o seu “livro de discursos”. Talvez porque a obra não ofereça nada de mais ao leitor, pois trata-se da compilação de discursos feitos desde 2005, portando já conhecidos do público, e porque a “media” está sempre sequiosa de novidades, o líder da UNITA aproveitou a berlinda para apelar para a criação de um “contrato social” para desenvolver Angola.

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