Numa marcação homem a homem, João Lourenço apresentou-se em Portugal como o Presidente anti-Dos Santos. Na substância, no estilo e na forma.
A reconstrução total de Angola, não há quem com bom senso duvide, vai demorar muito mais tempo do que uns quantos querem fazer crer e outros dizem acreditar, tais as evidências que nos entram pelos olhos.
Por mais esforços que se evidenciem no quadro do estudo dos processos geopolíticos de África e do mundo, não há exemplo algum apenas, que sabe expressar a teoria da auto – destruição como modelo para impor uma hegemonia administrativa ou política no cerne social.
Para mim a forma como JES governou Angola não passou de banditismo político, e João Lourenço não deveria admitir somente a hipótese de poder o mandar prender para que a história registe.
Foi no dia 11 de Outubro de 2018 que o Presidente da UNITA Dr. Isaías Henriques Ngola Samakuva ficou retido durante cinco horas (5h00), isto é, das 17h00 às 22h00 na República da Namíbia, quando com a sua delegação pretendia atravessar a fronteira para o município do Kalay.
Resta saber até onde as autoridades angolanas estão prontas a ir na revelação de documentos e factos que esclareçam o que realmente aconteceu aquando do "golpe de Nito Alves" e da sua brutal repressão
A principal bandeira do primeiro ano do mandato presidencial de João Lourenço foi a luta contra a corrupção.
Este gesto de João Lourenço se bem pesado na balança entre muita coisa que já fez, aquilo que ainda assim é pouco para muita gente, pode já ter sido o gesto que vai mudar tudo.