A intenção da Sonangol de reforçar a sua presença no sector mineiro, em particular nos chamados minerais críticos, merece ser recebida com interesse. Angola possui recursos cujo potencial económico poderá ganhar crescente relevância na transição energética mundial.
A segurança nacional constitui um dos pilares fundamentais da estabilidade política, do desenvolvimento económico e da coesão social de qualquer Estado. Não se trata de uma questão que possa ser analisada através da emoção, de perceções subjetivas ou de discursos circunstanciais.
Os discursos dos líderes políticos podem funcionar como instrumentos de poder, porque ajudam a definir como determinados países, governos e acontecimentos são percebidos pela comunidade internacional.
Desde tenra idade nos foi incutido de que quando está em causa a soberania nacional, nenhum esforço deve ser medido! Mas o que vemos é que alguns gestores públicos, ao invés de protegerem Angola, protegem os seus interesses. Em vez de respeitarem as leis, respeitam as suas conveniências.
Excelentíssimo Senhor Presidente da República,
Há uma coisa que Angola precisa devolver aos seus jovens: a capacidade de acreditar que os seus sonhos podem tornar-se realidade.
O Tribunal Constitucional de Angola, funciona condicionado à vontade explicita do atual inquilino da Cidade Alta e do Kremlin. Aliás, é fartamente conhecido, que o MPLA impõe aos seus militantes, em especial aos membros do Bureau Político e do Comité Central, a obrigatoriedade de se sujeitarem às disposições dos seus Estatutos. Essa realidade não escapa aos militantes do MPLA lotados no TC.
Há decisões que se leem nos acórdãos e há decisões que se leem no ar. A que o Tribunal Constitucional angolano proferiu esta semana, julgando improcedente a providência cautelar interposta por Higino Carneiro contra o "chumbo" à sua candidatura à liderança do MPLA, pertence a esta segunda categoria. Não é preciso ser jurista para sentir que algo, além do direito, se decidiu ali.
Há uma pergunta que raramente se coloca com a devida honestidade nos debates sobre África e as grandes potências: quem, na prática, ajudou o continente a construir aquilo que hoje se vê — as estradas, os portos, as centrais eléctricas, os caminhos-de-ferro? A resposta, por mais incómoda que seja para quem prefere discursos sobre valores em vez de betão, aponta claramente para a China.