A mobilidade social em Angola parece andar aos mesmo passos que um caracol. Nunca foi tão difícil para os periféricos sair da pobreza como nos dias de hoje. Para quem veio de baixo, tem nos estudos uma das opções possíveis para mudar o curso de sua vida, mas que, infelizmente, pela ausência de cultura formal, são impedidos — de forma indirecta — de ascenderem para certos cargos de poder.
A aprovação da Lei das Startups na generalidade, com 181 votos a favor, sem votos contra nem abstenções, representa um momento relevante para o ecossistema tecnológico nacional. Mais do que um simples acto legislativo, este consenso demonstra o reconhecimento político da importância estratégica das startups na era digital.
Hoje em dia, quando as pessoas falam da China, falam muito de política, de disputas com outros países, de tecnologia, de guerras comerciais. Mas, enquanto isso tudo passa na televisão, há uma mudança mais calma, mais escondida, que está mesmo a mexer com o mundo: a forma como os produtos chegam até às pessoas está a mudar muito.
A Direção do IMA identificou vários problemas que comprometem a soberania digital, a soberania monetária, a economia nacional e, sobretudo, a inclusão digital.
Nos últimos dias, multiplicaram-se os elogios dirigidos à Indra Sistemas, empresa tecnológica espanhola com presença em diversos processos eleitorais pelo mundo. Em Angola, porém, esses aplausos colidem inevitavelmente com uma memória política ainda marcada por dúvidas, controvérsias e perguntas que permanecem sem resposta.
O presidente João Lourenço tem procurado desinformar os angolanos, sobretudo quando se trata da sua eminente retirada da vida política pública.
A história da humanidade está repleta de guerras que, enquanto devastam uns povos, acabam por beneficiar outros. A recente escalada de violência no Médio Oriente volta a expor esta dolorosa contradição moral e económica: enquanto cidades são destruídas, crianças morrem e famílias inteiras são obrigadas a fugir das suas casas, em outras partes do mundo há quem celebre discretamente os efeitos colaterais do conflito.
A privatização de empresas públicas é frequentemente apresentada como um instrumento de modernização económica. Em teoria, a transferência parcial ou total da gestão para o sector privado pode aumentar a eficiência, reduzir encargos do Estado e promover maior competitividade. Contudo, quando aplicada a sectores estratégicos e em contexto politicamente sensível, a medida merece uma análise mais prudente.