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Segunda, 12 Outubro 2015 08:55

É chegado o momento de confrontar o regime de JES/MPLA

Os nossos filhos não podem servir de arma de arremesso do regime para demonstrar que é senhor e dono da vida dos angolanos. Ainda vem o depravado ministro da defesa de José Eduardo dos Santos afirmar, que o regime luta há séculos pelo respeito dos direitos humanos!

José Eduardo dos Santos tem uma forte atração pelo erro, infelizmente o presidente do MPLA sente-se acima da lei e da constituição por ele mesmo promulgada.

Estamos calados a tempo demais, com isso permitimos que esses gaviões pensem que são de facto donos de Angola, essa situação vai ter que ser alterada quer queira o regime quer não, a sociedade precisa urgentemente encontrar novos mecanismos de luta para aniquilar definitivamente a ditadura e assim ajudar a libertar os filhos da Angola profunda, presos por ordem da elite que comanda a corrupção e o nepotismo em Angola.

O regime de José Eduardo dos Santos decidiu segregar todos os direitos dos angolanos sem consultar o eleitorado, por outro lado o tirano corrupto miserável esta a conduzir o país para o descalabro com a anuência dos partidos da oposição e, sobretudo, existe um enorme déficit de opio aos jovens presos políticos em greve de fome da parte das juventudes afetas aos partidos da oposição com acento no parlamento, que nada de relevante fazem que demonstre estar solidários com os jovens presos.

As autoridades ainda não entenderam que o limite da lei são os seus próprios limites.

O regime a muito caminha desesperadamente desiquilibrado buscando a todo custo apoios compráveis em pessoas desprezíveis sem expressão nenhuma junto da sociedade inteligente ativa. Apesar de JES ser presidente vitalício de Angola, esse cargo não lhe permite constitucionalmente fazer algo que não tenha sido sufragado em como coarctar as liberdades de expressão e de livre manifestação com intempestividade.

As praticas nocivas contra o povo não foram de modo nenhum sufragadas e muito menos o eleitorado ordenou em pleito ao assassinado, o roubo e a corrupção desencadeada pelos filhos e filhas do ditador infame. Não se pode aceitar que os filhos do ditador se deitem em camas macias compradas com o nosso dinheiro.

Pessoalmente não acredito em unanimismos acirrados, pensar assim é cercear a liberdade dos demais cidadãos.

Em Angola vive-se uma adversa epidemia de intolerância politica criminosa antirrepublicana sem precedentes. Não existe um governo representativo nem um presidente da republica atuante que governe para todos, na verdade o regime ditatorial governa apenas para os angolanos adstritos ao partido estado JES/MPLA.

Na verdade José Eduardo dos Santos leva o país rumo à autodestruição, o próprio partido que dirige não tem mais ideias que ajude a tirar o país do enguiço em que colocaram. JES sabe que os angolanos sabem que ele é incompetente ao extremo e que apenas finge governar o que é de facto ingovernável. Fingir que tudo vai bem não é a receita nem o medicamento de que Angola necessita.

Num pais em que o republicanismo seja a essência constitucional não pode haver direitos limitativos, nem pode haver liberdades restritivas num estado de direito democrático. 

Um governo que se prese tem que em primeiro lugar a paridade entre pobres e ricos em matéria de educação, saúde e trabalho, por outro o direito as oportunidades não podem ser preenchidas por um reduzidíssimo grupo de bandidos coadjuvados pelos filhos e filhos do ditador, que por sua vez abocanham tudo que cheira a riqueza.

Não é nenhum pecado que jovens tenham ideias e pensamentos que queiram coloca-las em discussão Pública. Afinal onde reside o crime? Será que somente os filhos e filhas do ditado podem pensar e colocar suas ideias em discussão? O facto de JES ser presidente não quer dizer que os demais cidadãos tenham de concordar com ele, isso não existe em democracia.

Os angolanos não desejam a morte de Luaty Beirão, Nito Alves e de outros militantes que lutam pela reposição das liberdades democraticamente adquiridas no fervor da luta.

Luaty Beirão encontra-se a beira da morte por para satisfação pessoal do endiabrado tirano que se julga acima de deus para decidir quem vive e quem morre em Angola, José Eduardo dos Santos não perde por esperar, muito breve será ele sua família toda a fugir da fúria doa angolanos fustigados pela fúria assassina do regime.

Nada justifica o ódio que jes e seus pares nutrem pelos filhos de angola que não se reveem nas suas práticas desumanas.  

Não é apenas o jovem Nito Alves que está com perturbações psíquicas, todo angolano que se prese em sê-lo está a atravessar momentos de psicose aguda motivada pelo endurecimento das constantes perseguições de pacíficos angolanos que em nenhum momento praticaram qualquer delito criminoso contra o sistema político corrupto angolano.

Rafael Marques de Morais tem razão quando diz que, tem que ser a sociedade a liderar a luta pela requalificação politica em angola.

Estamos com tempo esgotado, não nos podemos permitir em ceder mais tempo para exigir mudanças comportamentais urgentes da parte do regime ditatorial, chega de esperar pela oposição política, que, aliás, de oposição só tem mesmo o nome. As oposições parlamentaristas não passam de vassalos prestativos disfarçados de gladiadores.

O Bloco Democrático é o único partido que em todos os momentos esteve com o povo, e não nos vai decepcionar nessa altura de difícil decisão.

Na historia politica contemporânea angolana demonstra que existe apenas um partido que historicamente sempre esteve ao lado do povo, esse partido tem nome e se chama Bloco Democrático. É com esses camaradas que temos que contar pelo facto de nunca terem colocado o seus interesses nem as suas vidas em primeiro lugar, nesses sim podem os angolanos confiar e contar com ele.

Caso se queira libertar o povo, então o país tem que unir-se e partir para luta, não importa quantos vamos tombar, pois temos que ser no mínimo altruístas e desejar o melhor para as gerações vindouras.

Se os angolanos morrem todos os dias por causa da ganancia de um só homem, é porque a cobardia, a inércia e a impiedade habitam no coração daqueles que juraram falsamente liderar o povo.

Raul Diniz

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