Segunda, 25 de Janeiro de 2021
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Segunda, 11 Janeiro 2021 22:56

Precisamos levar Angola a sério neste ano de 2021

Muitas pessoas consideram 2020 um ano perdido. Um ano em que mais de 1, 8 milhão de pessoas perderam suas vidas com pandemia que se tornará uma das mais mortais da história do mundo.

Milhões de pessoas em todo o mundo se viram lutando para sobreviver - dia á dia, semana á semana, mês á mês, enquanto a Covid-19 causa estragos em nível pessoal, nacional e global.

Desorganizou economias, levou a perdas generalizadas de empregos, interrompeu inúmeros planos e causa dor e sofrimento incomensuráveis em todos os níveis da sociedade. Todos os dias estamos a ver as pessoas no hospital, esperando por sua vida e esperando ver o próximo nascer do sol.

Não há dúvida de que a incerteza do ano passado continuará em 2021, à medida que surgem cepas mutantes do vírus mortal. Será uma jornada difícil. No entanto, oferece uma chance de criar um novo caminho a seguir. Embora, a Covid-19 tenha colocado em foco as questões nacionais e sociais, ela também forneceu uma visão mais clara do que precisa ser feito. Mais do que isso, deve nos estimular a agir de acordo.

O Presidente, João Lourenço, declarou 2021 o ano da recuperação económica, apelando à unidade dos angolanos perante os enormes desafios que o país enfrenta.

Gostaríamos de acrescentar que 2021, também deve ser um ano de resolução da economia. Isso anda de mãos dadas com a recuperação econômica.

Precisamos ter resultados ao lidar com os males que afligem a nossa nação. Se a Covid-19 nos mostrou algo, é que a intenção precisa ser acompanhada por vontade política.

Não podemos mais nos dar ao luxo de arrastar nossos pés em questões urgentes ou varrê-las para baixo do tapete.

Angola completou 45 anos da independência no dia 11 de Novembro de 2020, este ano estavam numa encruzilhada antes mesmo do início da pandemia. A Covid-19 apenas destacou a situação.

O governo continua a viver além de suas possibilidades, o desemprego é alto, nosso sistema de saúde está se esgotando, a corrupção continua sem uma solução à vista, a violência baseada em gênero continua inabalável e nosso sistema educacional ainda não está à altura. O governo precisa aproveitar o momento e liderar o caminho.

Por outro  lado, defendendo o combate à corrupção da boca para fora, mas fechando os olhos aos saques sistémicos facilitadas pela Justiça angolana como o ex-vice-presidente de Angola Manuel Vicente, que em acusado em  escândalo de dinheiro que deveria enfrentar a Justiça em Angola, mas ainda não há sinal na parte da justiça angolana se ex-vice presidente,  Manuel  Vicente, irá  no julgamento ou não para  a sociedade angolana está demora no caso de ex-vice  Presidente de Angola deve ser rejeitada está  a luta  selectiva de corrupção em Angola.

A este respeito, esperamos que casos como do Manuel António Rabelais, Ex-Ministro de Informação e Comunicação Social, a quem é julgado por abuso de poder, sejam processados e condenado em toda a extensão da lei.

Também precisamos consertar o que está quebrado. O governo precisa agir tanto para reduzir despesas quanto para simplificar uma burocracia inchada.

Os planos que ficam para sempre na fase de comitê dos parlamentares precisam ser activados, os parlamentares devem deixar seus egos fora das portas do parlamento e lidar com os negócios para os quais foram eleitos - em suma, servir ao povo e colocar o interesse nacional em primeiro lugar.

Da mesma forma, a política não pode ser deixada apenas para os políticos. Não é sustentável, como aprendemos com grande custo. Esperamos que 2021 tenha uma maior participação dos cidadãos na governação de Angola.

A qualidade da nossa democracia depende de cada um de nós. Todos os níveis de governo devem ser responsabilizados - desde o governo central até os governadores. Não se deve permitir que os políticos tratem as promessas como um doce eleitoral, elas devem cumprir.

Muitos governadores das províncias e municípios são controlados por membros de partidos do MPLA, mas não há partidos de oposição que durante anos acusaram o MPLA de incumprimento. A mesa deve virar agora para mostrar ao povo angolano que MPLA é capaz fazer as coisas andar no País.

Exortamos os concidadãos a serem activos. Assistir às reuniões do Conselho de Ministros através de meio de comunicação Social público e privada são abertas a todos, mantenha seus conselheiros atentos, monitorando seu progresso. Ao longo dos anos, os jovens Angolanos mostraram que isso pode ser feito quanto saíram na rua no ano passado a exigir o seu direito de emprego.

Temos um longo caminho a percorrer. Mas pode ser feito se começarmos hoje. O amanhã nem sempre é prometido, como a Covid-19 nos mostrou de maneira pungente

Este é o momento do nascer do sol em Angola. Precisamos abraçar a urgência feroz do agora. É hora de reiniciar Angola para frente.

Por Temba Museta

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