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Domingo, 14 Abril 2024 11:37

Presidente do Irão promete medidas “mais duras” caso Israel responda ao ataque

O presidente do Irão afirmou hoje que o ataque lançado no sábado contra Israel foi “uma lição contra o inimigo sionista”, avisando Telavive que qualquer “nova aventura” irá contar com uma resposta “ainda mais dura” de Teerão.

O presidente iraniano, Ebrahim Raisi, classificou hoje o ataque lançado por Teerão contra Israel na noite de sábado e madrugada de hoje como uma “medida defensiva” e de “legítima defesa”, numa resposta “às ações agressivas do regime sionista [Israel] contra os objetivos e interesses do Irão”, nomeadamente o bombardeamento recente ao consulado de Irão em Damasco, na Síria.

Num comunicado publicado na sua página de internet, Ebrahim Raisi, realçou que o ataque foi “uma ação militar decisiva”, apesar de o Exército israelita ter afirmado que a grande maioria dos ‘drones’, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos lançados por Teerão foram intercetados.

O presidente do Irão deixou ainda um recado a Israel, alertando que, caso Telavive ou os que apoiam aquele país “mostrem um comportamento imprudente, receberão uma resposta muito mais decisiva e violenta”.

“Durante os últimos seis meses, e especialmente durante os últimos dez dias, o Irão usou todas as ferramentas regionais e internacionais para chamar a atenção da comunidade internacional sobre os perigos mortais face à inação do Conselho de Segurança das Nações Unidas [ONU], diante das contínuas violações do regime sionista”, referiu.

Considerando que falta capacidade ao Conselho de Segurança da ONU para cumprir “as suas obrigações”, o presidente iraniano argumentou que o Irão atuou “em defesa da sua integridade, soberania e interesses nacionais”.

Dessa forma, Raisi considerou que o ataque de sábado foi uma forma de “castigar o agressor [Israel] e gerar estabilidade na região”.

O Irão “considera a paz e a estabilidade na região como algo necessário para a sua segurança nacional” e, nesse sentido, “não poupa esforços para restaurá-la”, referiu.

“Está totalmente claro para qualquer observador justo que as ações do regime sionista são de uma entidade ocupante, terrorista e racista, que considera que não está vinculada a deveres ou normas legais ou morais”, criticou.

Para o presidente do Irão, Israel, com a sua ofensiva na Faixa de Gaza, levou a cabo “uma campanha genocida” contra os palestinianos, com “o apoio cúmplice” dos Estados Unidos.

No seu comunicado, Raisi aconselhou ainda aqueles que ajudam Israel a deixar de apoiar “cegamente” Telavive, considerando ser essa uma “das principais causas” para que aquele país intensifique “violações das leis internacionais”.

Irão convoca embaixadores do Reino Unido, Alemanha e França

O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano afirmou hoje que convocou os embaixadores do Reino Unido, França e Alemanha, para protestar contra as reações das autoridades daqueles países após o ataque do Irão contra Israel.

Os três diplomatas europeus foram “convocados ao ministério”, na sequência “das posições irresponsáveis” das autoridades daqueles países, afirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão num comunicado publicado pela agência estatal Irna.

Em causa, segundo a diplomacia iraniana, estão as reações desses países “à resposta do Irão a uma série de ações do regime sionista [Israel]” contra os interesses de Teerão.

O Irão lançou na noite de sábado um ataque contra Israel, com recurso a ‘drones’ (aeronaves não tripuladas), mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos, a grande maioria intercetados, segundo o Exército israelita.

As tensões entre Israel e Irão, já marcadas pela ofensiva de Telavive na Faixa de Gaza, agudizaram-se nas últimas semanas, depois de um bombardeamento, a 01 de abril, do consulado do Irão em Damasco, na Síria, que matou sete membros da Guarda Revolucionária e seis cidadãos sírios.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, condenou “com a maior firmeza” o ataque iraniano, acusando Teerão de querer desestabilizar a região.

Também o primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, e a chefe da diplomacia alemã, Annalena Baerbock, seguiram a mesma linha, condenando o ataque iraniano e mostrando o seu apoio a Israel.

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