Sexta, 09 de Dezembro de 2022
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Segunda, 21 Novembro 2022 15:31

Cimeira de Luanda sobre conflito RDCongo-Ruanda reagendada para quarta-feira

A cimeira de Luanda que visa aprovar um plano de ação para a paz entre a Republica Democrática do Congo e o Ruanda e que deveria realizar-se hoje foi reagendada para quarta-feira, segundo a Presidência angolana.

Numa nota, os serviços de imprensa do Palácio Presidencial não explicam os motivos do adiamento da cimeira para a qual o Presidente angolano, João Lourenço, convidou os seus homólogos Paul Kagamé, do Ruanda, Félix Tshisekedi, da República Democrática do Congo, Évariste Ndayishimiye, do Burundi, e o antigo Presidente da República do Quénia Uhuru Kenyatta.

O objetivo é a aprovação de um Plano de Ação da Paz na República Democrática do Congo e o restabelecimento das boas relações entre a República Democrática do Congo e o Ruanda.

João Lourenço é o mediador da União Africana encarregado do dossier relativo ao conflito.

Na passada quarta-feira, também o ex-presidente do Quénia Uhuru Kenyatta, mediador da Comunidade da África Oriental (EAC), apelou ao fim "imediato" dos combates entre o Exército da República Democrática do Congo (RDCongo) e o grupo rebelde Movimento 23 de Março (M23) e defendeu um regresso ao acordo assinado em Nairobi.

"Mesmo que estejamos em conflito, mesmo que não nos entendamos, temos de parar de lutar", disse, antes de acrescentar que "os deslocados não têm nada a ver com o conflito". "Tenhamos piedade destas pessoas, deixemos de lutar e discutamos", exortou.

Kenyatta disse estar chocado com a deterioração da situação humanitária devido ao conflito e disse que "milhares" de pessoas tinham sido afetadas pelos combates. "Este número vai aumentar", advertiu, numa informação divulgada pela estação de rádio congolesa Radio Okapi.

Os combates dos últimos dias têm-se centrado em torno da capital provincial do Kivu do Norte, Goma, após o bombardeamento pelo exército da RDCongo, na semana passada, de posições do M23 na área.

Segundo a ONU, 188.000 pessoas fugiram das suas casas desde 20 de outubro, num total de quase 240.000 desde o início deste último conflito, que provocou uma crise diplomática entre a RDCongo e o Ruanda por causa do alegado apoio de Kigali ao grupo armado, o que as autoridades ruandesas negam, e a intervenção de uma força de apoio queniana destacada pela EAC.

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