Sábado, 08 de Agosto de 2020
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Quinta, 30 Julho 2020 10:14

Alerta "2022 Vais Gostar" passa de febre para movimento revolucionário

O recado da juventude angolana, recentemente endereço ao titular do poder Executivo, João Lourenço, (2022 Vais Gostar), deixou de ser uma febre de pessoas decisivamente desiquilibradas e passa oficialmente a configurar um movimento juvenil que poderá marcar esta geração, soube Angola 24 Horas.

Segundo um artigo chegado à nossa redacção, este tipo de chamada de atenção teria merecido maior reflexão por parte de quem governa, contrariamente ao que o Comité Central do MPLA fez, inicialmente pela Vice-presidente do partido, Luísa Damião, promovendo uma campanha de apoio ao Presidente da República, com mensagens de incentivo, quando se sabe que está em causa a nação no seu todo.

Diz o velho adágio, conforme se lê no artigo, "Quem ouve conselho chega a velho" (retirei a forma negativa), continuou, não está expresso que quem aconselha tem de ser um velho ou um rico. Os mais novos também aconselham, os pobres também educam, o povo também alerta e não me digam que quem é velho já não envelhece, pois, cada minuto que vivemos é uma experiência de vida marcada para a velhice. Somos sempre mais velhos a cada minuto que passa.

"Então se o povo diz " Em 2022 vais gostar", reflitam neste slogan de censura", alertou.

O povo da nova era, afirma ainda, é um povo nutrido intelectualmente de informações que não vieram das "vacinas manipuladoras" aplicadas pelo sistema de ensino do Estado com o intuito de fragilizar o espírito crítico sobre a condução que se dá ao bem comum, "vacina manipuladora" que o sistema usa para reduzir a visão política de quem é governado.

"Um povo mal governado é um povo humilhado e traído. A humilhação e a traição geram ódio e rejeição", refere avançando para que não se espere que esse povo intelectualmente formado e informado pelo uso inteligente das novas e várias tecnologias de informação, não se revolte diante das injustiças a que é submetido, por conta da ganância animalesca, da arrogância sem precedentes protagonizadas pelos governantes.

O assunto em causa, revelou também que esse povo percebeu que todos fazem parte da vida política deste país, que o voto dado e os impostos que paga constituem a sua contribuição para a realização da governação no seu país, percebeu que também é roubado, que a sua infelicidade é fruto da governação irresponsável de pessoas que se predispuseram a trabalhar arduamente na gestão da coisa pública.

"O povo já percebeu que a fome, as mortes em hospitais, o desemprego, as frustrações dos funcionários públicos, tudo isso é o resultado de um somatório de situações que antes não era possível calcular por causa da ignorância propositada, gerada pelo medo e pela lavagem cerebral" afirma.

Observa, no entanto, que o "em 2022 vais gostar", pode não ter tanto impacto nas mesas de votos, dados os vícios já reconhecidos, mas que mexa com a consciência dos governantes, que estes se conformem com a ideia de que já não são aceites por pessoas mais lúcidas por serem injustos, inconsequentes, desumanos, incompetentes e por não terem o comprometimento assente no lema " O mais importante é resolver os problemas do povo".

Finalmente, refere que o povo não escolheu o lugar onde nasceu, mas tem o poder de escolher quem o governa. "Façam a gestão como deve ser, ou a partir de 2022 vão gostar mesmo".

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