Sábado, 08 de Agosto de 2020
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Domingo, 05 Julho 2020 14:05

“Cuidado com MPLA, também é pandemia” - dizem manifestantes

“Cuidado com MPLA, também é pandemia” este é de resto o novo “slogan” adoptado pelos manifestantes de rua, em Luanda, que substituíram “palavras de ordem” como: “A Polícia é do povo, não é do MPLA”, que habitualmente ecoam nos protestos e tantas outras, que já se fizeram ouvir em reivindicações organizadas por jovens na capital angolana.

Quanto ao número participantes, nota uma clara diferença, pois, se há nove anos para cá, as manifestações já registaram um número considerável de aderência de populares, na sua maioria jovem, agora, e por causa da pandemia da Covid-19, acabam por levar um público muito reduzido às ruas da capital.

No dia 2 de Abril de 2011, por exemplo, os jovens de diferentes camadas sociais, decidiram sair à rua para exigir das autoridades a “liberdade de expressão”, num protesto que teve lugar às 13h00 de sábado do mesmo dia, no Largo da Independência.

A caminho de dez anos, os manifestantes continuam a exigir a mesma “liberdade de expressão”, apesar de as autoridades admitirem que o país entrou em um “novo paradigma” com a governação do Presidente João Lourenço, empossado ao cargo de Chefe de Estado a 26 de Setembro de 2017, depois da Victória nas Eleições Gerais de 23 de Agosto do mesmo ano.

Para os jovens, a “manifestação pacífica visa somente exigir a liberdade de expressão em Angola”, pois defendem que, “ela (liberdade de expressão) continua a ser escamoteada no país, uma vez que os angolanos ainda reclamam por mais liberdade”, afirmam ao O Decreto.

Durante a manifestação deste sábado, 04 de Julho, que saiu defronte ao Cemitério de Santa Ana até ao Largo das Heroínas, em Luanda, os “descontentes” exibiram vários cartazes durante a marcha, onde se lia: “O MPLA é uma desgraça” e entoavam frases como: “Cuidado com MPLA, também é pandemia”.

Na marcha que reclamavam por medidas mais adequadas na luta contra à Covid-19, assim como mais justiça e apoios sociais às famílias mais necessidade em todo o todo país, os manifestantes pediram também a “responsabilização dos corruptos angolanos”.

Recorda-se que, só na capital angolana, várias denúncias têm sido tornadas públicas, por cidadãos anónimos e não só, sobre mortes de crianças por falta de alimentação. São igualmente denunciadas mortes de cidadãos em que as forças da ordem estão envolvidas. O Decreto

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