Quarta, 27 de Mai de 2020
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Sexta, 22 Mai 2020 18:46

Activista constituído arguido por denunciar actos de corrupção do Vice-Governador

O activista Jorge Kisseque, da província do Uíge, está “abraços” com um processo-crime, movido pelo Vice – Governador para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas Afonso Luviluku, aquém o acusa de injúria, calunia e difamação, nas intervenções públicas que terão sido feitas pelo activista.

Fontes do O Decreto descrevem que, o jovem activista da província do “bago vermelho” tem “arriscado” a sua vida em defesa dos direitos humanos e dos mais desfavorecidos.

O Decreto sabe que, Jorge Kisseque tem vindo, nos últimos tempos, denunciando publicamente “esquemas de corrupção e desvio de fundos” na província do Uíge, bem como na organização de vários protestos de rua que visam reivindicar a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos, tais como o emprego, habitação condigna, saúde, educação, energia, água, entre outros.

Em função do seu “posicionamento político”, disse Mwêne Ndala, o activista Kisseque “tem sido fortemente perseguido por dirigentes do MPLA”, aquém os apelida de “corruptos e incompetentes”, que segundo revela, “chegaram inclusive de aliciá-lo com uma casa na centralidade da província”.

Mwêne Ndala sustenta que, não conseguindo calar a sua voz, Jorge Kisseque responde neste momento por um processo judicial acusado de crimes de injúria, calúnia e difamação, “fruto de uma queixa feita pelo vice-governador do Uíge para área de infraestruturas, o senhor Luviluku”.

“A mesma acusação resulta do facto de o activista Jorge Kisseque ter organizado uma manifestação de rua, que na altura, exigia a sua exoneração por ser um dirigente altamente corrupto”, disse a fonte.

No processo, pelo que O Decreto apurou, o suposto queixoso (vice-governador do Uíge) pede uma indemnização de pelo menos sete milhões de kwanzas ao activista.

A primeira sessão de julgamento do activista está marcada para o dia 27 de Maio do ano em curso, no Tribunal Provincial do Uíge.

“Exigimos um julgamento justo, célere e sem pressões políticas”, disse outro activista residente na cidade do Uíge, que ao mesmo tempo encoraja a Jorge Kisseque, seu “companheiro de luta”, a continuar com a mesma “determinação na defesa dos direitos humanos em Angola, em particular na província do Uíge”.

“A coragem é a arma mais poderosa para enfrentar estes opressores e bandidos do MPLA, podem ter canhões, porretes, forças militares e paramilitares ou tribunais fantoches, a nossa coragem vencerá, acredite”, encorajou.  O Decreto

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