Quinta, 19 de Setembro de 2019
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Quinta, 05 Setembro 2019 18:21

Médicos e Enfermeiros do Hospital Sanatório de Luanda vendem medicamentos expirados a pacientes com tuberculose

Os familiares de pacientes que recebem tratamento médico no Hospital Sanatório de Luanda (HSL) denunciam a existência de médicos e enfermeiros envolvidos no esquema de comercialização de medicamentos expirados aos doentes internados com tuberculose.

O desespero e a frustração, originados pelo mau atendimento, são parte dos problemas que caracterizam o dia-a-dia dos cidadãos e dos profissionais da saúde em diversos hospitais, fundamentalmente em Luanda.

Entretanto, verifica-se na prática, que a relação entre os utentes e os profissionais da Saúde, não é salutar, entretanto, segundo apurou o “O Decreto”, o povo não só é mal atendido, como também é confrontado com a falta de higiene nos hospitais e desorganização.

Na denúncia avançada, os pacientes do Hospital Sanatório de Luanda, especializada no tratamento de doentes com a tuberculose, lamentam que têm sido obrigados pelos médicos em serviço ao pagamento dos medicamentos e outros serviços prestados para o tratamento da doença.

Sem especificar o valor cobrado pelos fármacos, os doentes e seus familiares dizem que, a situação que se assiste de um tempo a essa parte, está a contribuir para o aumento de casos de mortes de pacientes naquela unidade sanitária.

Indignados, os denunciantes alegam que, com receio de tornarem pública a informação sobre a venda dos fármacos, são impedidos de abandonar o hospital mesmo em condições inadequadas para o tratamento.

“Estão a morrer muitas pessoas aqui no Hospital Sanatório, por favor, façam qualquer coisa, pois eles querem abafar o caso, eu sou uma das vítimas”, disse uma das pacientes, acrescentando que: “Temos vídeos e áudios que comprovam a nossa denuncia”.

Director do Sanatório nega as acusações dos pacientes

E, reagindo a denuncia dos pacientes, o director-geral do Hospital Sanatório de Luanda, Rodrigues Leonardo negou todos os argumentos dos doentes e seus familiares, afirmando que a instituição que dirige possui medicamentos suficientes para atender a demanda pelo que desvaloriza a denuncia dos pacientes.

Para Leonardo, qualquer denúncia dessa natureza deve ser encaminhada as entidades afins para devido tratamento. “Não há nenhum lugar que dá espaço para a venda de medicamentos e qualquer um pode vir certificar”, disse o gestor hospitalar.

Localizado no bairro Palanca, município do Kilamba Kiaxi, o Hospital Sanatório de Luanda (HSL), está desde Março de 2018 a receber obras de reabilitação e expansão, face ao avançado estado de degradação que apresenta a sua estrutura, construída há mais de 40 anos.

A referida unidade hospitalar enfrenta problemas ligados à rede de esgotos, falta de água corrente, de energia eléctrica, que obriga a utilização de fonte alternativa, de tratamento de águas residuais, de infiltração de água no interior de alguns compartimentos, bem como a inoperância dos elevadores.

O hospital possui capacidade para 250 camas, mas neste momento estão internados mais 400 pacientes, dos quais 90 por cento padecem de tuberculose, bronquite asmática, câncer do pulmão, entre outras patologias.

Gonçalves Viera / O Decreto

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