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Terça, 26 Mai 2020 20:12

UNITA quer restos mortais de dirigentes mortos em 1992

A UNITA aguarda que, depois da aprovação da Lei sobre o Regime do Processo Especial de Justificação de Óbitos, o Executivo entregue os restos mortais dos seus dirigentes abatidos em 1992, depois da realização das primeiras eleições gerais em Angola, das quais resultou o retomar dos combates com a recusa do "Galo Negro" em aceitar os resultados eleitorais.

Na posse do Governo estão ainda os restos mortais do então vice-presidente da UNITA, Jeremias Kalandula Chitunda, do secretário-geral do partido, Mango Alicerces, do chefe da delegação da UNITA na Comissão Conjunta com o Governo, Elias Salupeto Pena, e do brigadeiro Eliseu Sapitango Chimbili, chefe dos Serviços Administrativos em Luanda.

"Já não há impedimento para o Governo não entregar os restos mortais dos nossos dirigentes mortos em Luanda no ano de 1992", disse ao Novo Jornal o deputado da UNITA Raul Danda.

De acordo com o também o primeiro-ministro do governo sombra da UNITA, os familiares gostariam, como consolo, que o Governo apresentasse os restos mortais de seus entes queridos para um funeral condigno.

Raul Danda recorda que a entrega dos restos mortais dos dirigentes assassinados é parte do Protocolo de Lusaka assinado a 20 de Novembro de 1994 entre o Governo e a UNITA.

Jeremias Chitunda e Elias Salupeto Pena foram mortos na área do antigo mercado Roque Santeiro, no distrito urbano de Sambizanga, enquanto o brigadeiro Eliseu Sapitango Chimbili foi morto a tiro atrás das instalações da Agência Angola Press (ANGOP) e da embaixada da Zâmbia, na rua Rei Katiavala.

O corpo do ex-secretário geral Mango Alicerces nunca foi apresentado.

A UNITA continua a trabalhar para clarificar a situação de um dos vice-presidentes, António Dembo, também falecido no leste de Angola e que até aqui se desconhece o local onde foi enterrado.

Segundo apurou ainda o Novo Jornal, o Governo e a UNITA têm vindo a divergir quanto à localização e a recuperação das ossadas do general António Sebastião Dembo, que, até à data da sua morte, se encontrava no leste de Angola onde exercia as funções do vice-presidente do partido.

Dembo morreu no dia 25 de Fevereiro, dois dias depois de Jonas Savimbi ter sido emboscado pelas FAA, a 22 de Fevereiro de 2002, no leste de Angola.

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